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AVIAÇÃO. Companhia aérea nacional mostra-se surpreendida com valor do imposto e pede explicação à autoridade tributária brasileira. Administração da empresa ainda se queixa do elevado valor da dívida e admite dispensar quase 600 trabalhadores.

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A TAAG pagou, em 2017, 20 milhões de dólares em impostos ao Brasil, informou o presidente do conselho de administração (PCA) da companhia aérea, José Kuvingua, durante o conselho consultivo do Ministério dos Transportes, que teve lugar no Lobito.

O pagamento desses 20 milhões de dólares foi apontado como a principal causa de a operadora ter fechado 2017 com resultados negativos. José Kuvingua afirmou ainda que a sua administração foi “apanhada de surpresa” com os valores taxados pelas autoridades tributárias brasileiras, já que a companhia calculava pagar menos. “Estávamos muito próximo de ter resultados positivos, mas, infelizmente, mais uma vez, não conseguimos. Já escrevemos para as autoridades brasileiras para nos explicar as razões de nos terem cobrado esses valores tão altos”, explicou o PCA da operadora do Estado.

Nos maus resultados da TAAG, de 2017, pesam também os custos com o combustível dos aviões. Embora não tenha avançado o valor gasto em fuel, José Kuvingua afirmou que o combustível é o mais caro da região da SADC. “O preço praticado pela Sonangol está entre 40 e 54% acima da média praticada pelas gasolineiras internacionais”, compara o PCA da operadora.

Em comunicado publicado em Agosto de 2017, a TAAG já admitia impactos da redução na atribuição do subsídio de combustível pelo Governo, considerando que, se não fosse a redução no subsídio e a provisão para o passivo fiscal, a companhia teria sido lucrativa.

Só no primeiro semestre de 2017, por exemplo, a empresa tinha já declarado perdas de 12 milhões de dólares, considerando, no entanto, menos mal em relação aos prejuízos anteriores fixados em 150 milhões de dólares.

Prejuízos acumulados

A companhia pública é ‘famosa’ pelos prejuízos financeiros que vem registando ao longo de décadas. Já passou por vários processos de reestruturação, sendo o mais mediático o acordo assinado, em finais de 2014, com a Emirates, que assumiu a gestão da empresa. Assinado pelo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, o contrato previa a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional”, “melhoria substancial da qualidade do serviço prestado” e a “inversão da situação financeira da TAAG” que, até 2014, tinha registado um prejuízo de 99 milhões de dólares.

Dois anos depois da assinatura do acordo, e quando a administração liderada pelos árabes tinha já anunciado que a TAAG conseguira economizar 120 milhões de dólares graças à nova gestão, a Emirates abandonava a congénere angolana, por enfrentar dificuldades no repatriamento das divisas, resultantes da venda dos seus bilhetes em Luanda.

Excesso de trabalhadores é também um dos problemas apontados por José Kuvingua, que prevê reduzir o número de 3.176 para os 2.500 funcionários. “O actual número de trabalhadores é três vezes mais do que o necessário”, admite o PCA da TAAG. Devido aos maus resultados, vários observadores têm defendido a privatização da transportadora aérea pública.

 

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