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MINÉRIO. Início da produção na mina que está localizada a 20 quilómetros de Catoca está prevista para dentro de cinco anos. Condições geológicas menos difíceis, face a outros activos mundiais, justifica aposta da líder mundial.

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A mina de Luaxe, situada nas proximidades de Catoca, é a principal esperança da Alrosa para fazer face à tendência decrescente da produção mundial de diamantes, segundo o CEO da maior diamantífera do mundo, Sergey Ivanov.

“A produção mundial de diamantes ficará em torno de 130 milhões de quilates nos próximos anos. Não houve grandes descobertas de depósitos de diamantes, mas a Luaxe, em Angola, tem reservas interessantes e está perto das nossas instalações em Catoca. Entrará em produção dentro de quatro a cinco anos”, explicou o gestor numa entrevista publicada, recentemente, na página da empresa.

Sergey Ivanov garante que a empresa investe, anualmente, cem milhões de dólares na exploração em minas russas, sobretudo na Yakutia, que apresenta condições geológicas mais difíceis que Luaxe.

“O potencial para novas explorações em Angola é também bastante significativo. Talvez até mais que Yakutia. No Luaxe, só precisamos de remover 10 a 20 metros de massa rochosa e começar a produzir, tem uma geologia totalmente diferente. Em Yakutia, operamos em condições de permafrost (rochas constituídas por terra, gelo e permanentemente congelado)”, comparou.

“Temos mais alguns projectos de exploração interessantes em África, mas, mesmo que tenhamos a sorte de descobrir alguma amanhã, ainda levaria de cinco a sete anos para se desenvolver”, acrescentou.

Sergey Ivanov não se mostra preocupado com um eventual insucesso destes projectos visto que é o líder mundial em reservas. “Temos mil milhões de quilates na reserva, o que contribui para uma base de recursos de 25 a 30 anos, mesmo se não encontrarmos novos campos. No ano passado, produzimos 39,6 milhões de quilates - o recorde de produção pós-soviética, desde 1990. Este ano, a produção diminuirá um pouco.”

A mina de Luaxe foi descoberta em 2013 como resultado de um estudo que serviu para identificar o potencial diamantífero do país realizado pela Endiama e a Alrosa. A pesquisa geológica aponta para reservas avaliadas em 350 milhões de quilates e uma vida útil de mineração de 30 anos, com potencial para produzir mais de 10 milhões de quilates por ano, com um valor estimado de 35 mil milhões de dólares.

A Alrosa e a Endiama fazem parte da sociedade, por um lado, através da Sociedade Mineira de Catoca, que detém 50,5% do projecto, e, por outro, singularmente com 8% cada uma. São ainda parte da sociedade a Artcon com 23,3%, a Makakuima com 5,2% e a Kollur com 5%. Com 41% cada uma, a Endiama e a Alrosa são os maiores accionistas da Sociedade Mineira de Catoca, detentora da maior mina do país, responsável pela extracção de mais de 70% dos diamantes do país.

 

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