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INDÚSTRIA. Depois de falhar a meta de 2017, empresa brasileira garante que vai ter o projecto, estimado em 226 milhões de dólares, a arrancar ainda este ano.

DANILO DANELUCCI 98 1

 

O grupo empresarial brasileiro Costa Negócios falhou a meta de ter o projecto integrado de exploração mineral e agropecuário no terceiro trimestre de 2017 que inclui a construção de 40 fazendas no Cuchi, Kuando-Kubango, estimado em 226 milhões de dólares.

Numa breve nota dirigida ao VALOR, o CEO da empresa para África, Danilo Daneluci, volta a colocar uma nova data para o arranque do projecto, “durante o corrente ano”, mas sem entrar em detalhes sobre o que ditou a paralisação da construção. Danilo Daneluci garante que o “término da construção da siderúrgica está em fase de retoma”.

O empresário reafirma também a continuidade da construção das 40 fazendas, como parte integrante do projecto. Serão estas a produzir carvão vegetal (matéria-prima para a produção do ferro gusa). A etapa de infra-estruturação ocorre simultaneamente ao arranque da produção da siderúrgica.

Em Janeiro de 2017, o grupo anunciava, ao VALOR, a intenção de arrancar, no terceiro trimestre do ano, com a exploração de ferro gusa, principal matéria-prima para o fabrico do aço. A exploração de madeira é outra das apostas. É nesta área que a empresa pretende igualmente implantar o projecto de fazendas, cada uma com cerca de 200 mil hectares e com capacidade para 200 mil matrizes para a reprodução de bovinos.

A empresa prevê, numa primeira fase, produzir 96 mil toneladas/ano. A meta de produção, a médio prazo, é de 521 toneladas/ano, segundo o gestor, que garante haver já contratos firmados com algumas ‘tradings’ internacionais para a aquisição do produto feito em Angola.

A cadeia produtiva do ferro gusa, aliado ao projecto de agropecuária do grupo, deverá gerar cinco mil postos de trabalho, 96% dos quais destinados a angolanos.

O grupo Costa Negócios, que actua na agropecuária, indústria e mineração, possui uma carteira de investimentos de 800 milhões de dólares para aplicar no mercado angolano.

A filial da empresa brasileira, em Angola, figura entre as três firmas contratadas para desenvolver o Plano Nacional de Geologia (Planageo), projecto governamental sob a responsabilidade do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos.

A área de actuação da empresa, no Planageo, corresponde à zona Leste do país, cobrindo Kuando-Kubango, Lundas Sul e Norte e Moxico. O grupo estuda a possibilidade de investir na exploração do ouro nas referidas zonas.

A Costa Negócios possui também investimentos na agricultura. Com a aposta, sobretudo, na soja, produziu três mil hectares no Kuando-Kubango, Negage, Uíge, Cacuso, Malanje e no Waku-Kungo. Em Angola há 13 anos, a empresa integra a lista dos 10 maiores exportadores de alimentos, principalmente para o mercado chinês.

 

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