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PETRÓLEO. Crise do preço do petróleo nos mercados internacionais e, em particular, em Angola, bem como problemas de ordem operacional estarão na base das recentes medidas da companhia norte-americana.

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A petrolífera norte-americana Chevron estará a preparar um plano de despedimento em massa, estando actualmente a negociar com os respectivos trabalhadores os termos da rescisão, apurou o VE de fonte conhecedora do processo que aludiu, no entanto, que a medida é de carácter voluntário.

Segundo fonte da companhia colocada em Cabinda, a empresa enviou, em Outubro, um e-mail geral através do qual ‘convida’ os trabalhadores a voluntariarem-se para o fim dos respectivos contratos, avançando como contra-partida um pacote de indemnizações.

Não é a primeira vez que um processo do género ocorre na companhia. Há sensivelmente dois anos, a Chevron dispensou centenas de trabalhadores na sequência da crise resultante da baixa do preço do barril de petróleo.

A diferença com a actual situação, no entanto, foi que, na altura, a medida teve carácter coercivo, com a particularidade de o pacote de indemnizações adoptado ter sido largamente atractivo, tendo havido funcionários que chegaram a receber como compensações financeiras o equivalente a um milhão de dólares.

Os processos de rescisão de contratos com os trabalhadores na Chevron têm sido motivados, segundo alguns observadores, sobretudo pela crise do preço do petróleo que assola os mercados internacionais, em particular Angola.

Consta igualmente que, sobretudo as últimas medidas tomadas neste sentido, terão sido também motivadas por problemas de ordem operacional que a petrolífera norte-americana estará a enfrentar no mercado angolano, sendo que alguns campos petrolíferos, em Angola, começam a atingir uma fase de declínio de produção.

O VE tentou, durante três semanas consecutivas, obter um esclarecimento da companhia em relação ao assunto, nomeadamente através do seu gabinete de comunicação e imagem, mas, até ao fecho da presente edição, não obteve qualquer reacção por parte da empresa.

Recentemente, a Chevron condicionou a realização de novos investimentos em Angola à revisão da questão fiscal com a concessionária Sonangol e com o Governo, uma posição assumida pelo vice-presidente executivo da petrolífera norte-americana, Jay Johnson, em audiência concedida pelo ex-vice-Presidente da República, Manuel Vicente, a quem reafirmou, entretanto, a intenção de manter a aposta em Angola.

O gestor disse, na altura, ser “fundamental” que a abordagem que está a ser feita entre as petrolíferas e a concessionária Sonangol sobre a necessidade de revisão ou redefinição da componente fiscal na indústria encontre resultados positivos e atractivos, sendo que, refere, no caso da Chevron, existem muitos campos com quantidade e qualidade para a exploração.

“Para casos como os nossos, os termos fiscais devem ser muito atractivos. Mas actualmente, a componente fiscal para o sector não é atractiva”, disse, acrescentando que “estamos a trabalhar com a Sonangol e com os vários departamentos do Executivo angolano para podermos viabilizar os nossos investimentos. O nosso investimento vai depender daquilo que forem os resultados dessas negociações em torno dos termos fiscais”.

“O que se pretende para o futuro dos nossos projectos em Angola é que se encontre, a nível do mercado angolano, legislação fiscal competitiva que incentive e encoraje novos investidores a virem para o país e os antigos a prosseguem as suas actividades.”

CONTINUIDADE NO ANGOLA LNG

Jay Johnson assegurou a continuidade dos projectos da petrolífera no país apesar do contexto económico difícil. E um dos projectos que vai continuar em actividade é o Angola LNG. As instalações do Angola LNG, no Soyo, estão projectadas para processar 5,2 milhões de toneladas métricas por ano, num projecto em que a Chevron detém uma participação de 36,4%. A unidade produziu o seu primeiro carregamento de GNL em 2013.

O executivo da petrolífera anunciou também, na altura, que estava para “breve” o arranque da produção do Mafumeira Sul, tendo lembrado que o fundamental, nesta fase particular da economia angolana e do mundo, é continuar a olhar para os projectos que se revelem profícuos e que dão mais resultado e asseguram maior eficiência ao longo do tempo.

O projecto Mafumeira Sul, que vai na sua segunda fase de desenvolvimento, está localizado a 15 quilómetros de Cabinda em 200 pés (60 metros) de água.

O campo Mafumeira Sul inclui uma unidade de processamento central, duas plataformas de cabeça de poço, aproximadamente 121 quilómetros de gasodutos subaquáticos, 34 poços de produção e 16 poços de injecção de água. A unidade foi projectada para uma capacidade de 150 mil barris de líquidos e 350 milhões de pés cúbicos de gás natural por dia, segundo os dados oficiais.

A Chevron, em Angola, detém participações em três concessões, nomeadamente no Bloco 0, situado no offshore de Cabinda; no Bloco 14, em águas profundas e a área onshore Fina Sonangol Texaco (FST), além de deter participação numa ‘joint venture’, em terra, de gás natural liquefeito, a Angola LNG Limited.

 

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