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DÍVIDA. Valor cresce dois dígitos por mês desde a última actualização do tarifário da electricidade. Luanda representa 50% da fatia e a empresa alerta que subsídios do Governo são insuficientes e irregulares.

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A dívida global dos clientes à Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) está avaliada em mais de 81 mil milhões de kwanzas, com Luanda a representar metade deste montante, revelou ao VE o director comercial da empresa pública, Marcos Balanga.

A dívida passou a ser acumulada desde 2002, com o último balanço, em Setembro deste ano, a assinalar um montante superior a 81.281 mil milhões em Setembro, com tendência crescente.

A empresa responsável pelo fornecimento de electricidade contabiliza 1.320.489 clientes registados, mais da metade dos quais (745. 551) em Luanda. Só em Agosto, a capital do país acumulou mais de 47 milhões de kwanzas de passivo, que, entretanto, subiu para 48.343 mil em Setembro.

Kwanza-Sul e de Benguela surgem nos lugares seguintes no ranking dos maiores devedores, enquanto Moxico, Kuando-Kubango, Bié e Zaire ocupam o extremo das províncias que menos devem à empresa pública.

“A dívida cresce em torno de dois dígitos mensais porque, no dia 31 de Dezembro de 2015, entrou em vigor um novo tarifário, passando a custar mais aos clientes”, clarificou Marcos Balanga.

O maior volume do montante em causa está concentrado em entidades colectivas, sobretudo empresas, mas, a nível doméstico, a situação também “é preocupante”. Deste, sobressaem proprietários de postos de transformação (PT), segundo o responsável.

“Negociar dívida com estas entidades parece ser mais difícil. As empresas alegam problemas financeiros para não honrar os compromissos, quando sabemos que possuem dotações financeiras para assumir estes custos”, referiu Balanga, para quem a liquidação da dívida livraria a ENDE do “sufoco” financeiro em que se encontra. A empresa anda dependente do subsídios ao preço da electricidade, cujo pagamento também diz ser irregular, e toda esta situação limita a realização de investimentos no seu próprio desenvolvimento.

Na capital, os maiores devedores são particulares nas zonas suburbanas, enquanto na zona urbana são mais instituições colectivas.

A empresa leva a cabo uma campanha de recuperação da dívida com acções direccionadas junto dos centros de distribuição. Nesta perspectiva, a ENDE abre a possibilidade para os clientes particulares efectuarem o pagamento de forma parcelada, devendo, para o efeito, contactar os serviços de pagamento da empresa.

Cadeia de negócios em Luanda

A administração da ENDE tem o foco particular na redução das perdas comerciais. Dos 19% verificados até à altura em que herdou as estruturas da empresa da extinta EDEL, propôs-se reduzir até 10%. O desafio começou “bem”, mas descarrilou logo a seguir, devido ao que a empresa considera de nível de diferença de eficiência comercial e de distribuição de Luanda e as restantes províncias.

O director comercial da empresa aponta que as demais províncias constituem o maior problema nos resultados comerciais, motivo por que se direcciona nelas grande parte dos esforços. Luanda possui uma média de facturação de 95% e mais de 80% nas cobranças, servindo de base para o sustento da cadeia de negócio de energia, constituída pela empresa de produção de energia (Prodel), a Rede Nacional de Transporte e a própria ENDE.

 

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