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INDÚSTRIA. Investimento de 30 milhões de dólares, que prevê criar 100 novos postos de trabalho, em Luanda, encontra-se ‘pendurado’ à espera de acordo entre bancos.

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A produção de frascos de vidro da Vidrul, anunciada para 2017, encontra-se condicionada, há um ano, por razões ligadas à crise cambial, que assola a economia nacional, pelo que o projecto da vidreira, situada em Luanda, deverá arrancar apenas em 2018.

Embora a aquisição dos equipamentos tenha sido já efectuada, por via de uma linha de crédito de um banco alemão, a fábrica de garrafas encontra-se impossibilitada de movimentar as máquinas do exterior (Alemanha, Suécia e Estados Unidos da América) para Luanda, por falta de acordos sobre os moldes de pagamentos/transferências entre o Banco Nacional de Angola e os bancos comerciais, envolvidos na operação.

“Entendemos a situação em que o país se encontra, em termos de divisas, mas estamos nisso já há quase um ano. Esperamos que, até Dezembro, os bancos consigam negociar para que, no primeiro trimestre de 2018, arranquemos com o nosso projecto. Sem o acordo, o fornecedor não nos deixa levantar os equipamentos”, explica o director-geral da Vidrul, Carlos Martins.

O investimento na nova linha de produção da vidreira está orçado em 30 milhões de dólares e prevê a criação de, pelo menos, 100 novos postos de trabalho na capital angolana, estando já 30 candidatos (controladores de fornos e engenheiros) em fase de formação. “Estas pessoas deveriam começar a trabalhar já este ano, mas, por causa deste impasse, não conseguimos avançar”, lamenta Martins.

Com a entrada em funcionamento dos novos fornos, a empresa pretende fabricar frascos de vidro para, sobretudo, atender o mercado externo, mais especificamente alguns países africanos, para onde já exporta garrafas. A materialização do projecto permite a Vidrul aumentar o número de funcionários de 320 para 420.

A Vidrul tem uma capacidade de produção de 160 toneladas por dia. Anualmente, vende 45 mil toneladas e o seu volume de negócio ronda os 50 milhões de dólares. Sendo a única produtora de garrafas de vidro em Angola, a Vidrul não tem concorrência.

A nível interno, 75% das garrafas produzidas são compradas pelas cervejeiras angolanas do grupo Castel, sendo que o restante 25% é exportado. As garrafas angolanas ainda não entram no mercado sul-africano, onde, reconhece Carlos Martins, a exigência, em termos de qualidade, é maior. A vidreira faz, no entanto, chegar as garrafas a pelo menos 15 países africanos.

 

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