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PETRÓLEO. Além de Emídio Pinheiro, foram ainda integrados, no conselho de administração da Sonangol, Ivan Sá de Almeida, para exercer funções nas áreas relativas à produção e exploração, e Susana Almeida Brandão, para coordenar a área jurídica.

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O ex-presidente da comissão executiva do Banco de Fomento de Angola (BFA) e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Emídio Pinheiro, vai mesmo assumir a gestão da Sonangol Holdings e Indústria, como administrador, conforme noticiou, na passada quarta-feira, o VE online, citando fontes conhecedoras do processo.

A informação foi então confirmada pela petrolifera nacional, Sonangol, via comunicado de imprensa, na quinta-feira última, justificando a medida pelo facto de o processo de reestruturação em curso na empresa, que já leva 17 meses, ter entrado numa espécie de maturação, requerendo, por isso, “uma maior especialização dos elementos do seu conselho de administração”.

“As áreas críticas para o sucesso do processo de transformação da Sonangol estão claramente identificadas e serão atribuídas a administradores totalmente focados e com um profundo conhecimento dos respectivos dossiês”, lê-se no comunicado. O alargamento da equipa de gestão, e a especialização da mesma, vai permitir um maior envolvimento diário nas operações e uma intervenção mais célere perante os desafios que se apresentam”, refere ainda.

Com este novo quadro, o economista luso-angolano Emídio Pinheiro, que, até Novembro passado, integrou o conselho de administração da CGD, liderado por António Domingos, passa agora a assumir funções nas áreas que não são o negócio principal da Sonangol, nomeadamente a gestão da Sonangol Holdings e Indústria, conforme detalha a nota da petrolifera estatal.

Além de Emídio Pinheiro, foram ainda integrados, no conselho de administração da Sonangol, Ivan Sá de Almeida, para exercer funções nas áreas relativas à produção e exploração, e Susana Almeida Brandão, para coordenar a área jurídica, conforme atesta ainda o comunicado da petrolifera nacional.

“O contexto económico em que operamos é complexo e exigente, pelo que precisamos de reforçar a nossa capacidade de adaptação, a agilidade e a proactividade, através de uma maior divisão de pelouros e, assim, de uma maior capacidade de actuação”, justifica a Sonangol. A petrolífera explica ainda que os restantes administradores que se mantêm em funções “verão os seus pelouros mantidos ou reajustados em obediência aos princípios de eficiência e racionalidade”.

O INÍCIO DA REESTRUTURAÇÃO

Quando assumiu a liderança do grupo Sonangol, em Junho de 2016, Isabel dos Santos afirmou, em declarações ao Financial Times, que o processo de reestruturação então em curso na petrolífera nacional iria dividir a empresa em três unidades específicas, nomedamente a de exploração e produção, logística e uma divisão para as concessões a empresas internacionais.

Todas as participações não-petrolíferas, que integram mais de 90 companhias incluindo um clube de futebol, seriam colocadas num fundo de investimento, sendo que algumas seriam vendidas, como anunciou, na altura, a PCA da Sonangol, com a justificação de que se havia perdido “o foco do negócio ‘core’”, pelo que “provavelmente não estávamos a controlar os nossos activos [petrolíferos], como deveríamos, e, pior do que isso, faltou visão estratégica”.

No final de 2016, Isabel dos Santos informou, durante uma conferência de imprensa, que a empresa obteve, naquele exercício, resultados líquidos cifrados em 13 mil milhões de kwanzas, alguns meses depois de se ter dado início a um processo de transformação, no qual foram implementadas acções que permitiram conhecer a realidade da empresa a vários níveis, nomeadamente financeiro, patrimonial, negócio, processual, jurídico, humano, económico e social.

No domínio financeiro, a empresa efectuou, entre outras actividades, auditorias a diversas áreas de negócio bem como às empresas subsidiárias, ao passo que, na área jurídica, realizou levantamento e inventariação dos activos e património, enquadramento legal das actividades da empresa e iniciou o processo de compliance.

Na vertente da estratégia, segundo a PCA do grupo, traçou-se um plano de transformação que passa por assegurar a estabilidade e continuidade da empresa, cujas bases serão lançadas em 2018, para reflectir o crescimento e investimentos necessários à companhia.

Segundo Isabel dos Santos, com esse plano, a empresa conseguiu o potencial aumento de receitas com o programa Sonaplus, que obteve 183 mil milhões de kwanzas (1,1 mil milhões de dólares), estando já capturados 43 mil milhões de kwanzas (260 milhões de dólares).

O programa Sonaplus consubstanciou-se nos aumentos dos volumes vendidos de betumes, optimização dos produtos da Refinaria de Luanda, revisão nos preços dos lubrificantes e na SonAir, e adopção de programas de garantia de receita na Clínica Girassol.

No período em referência, segundo ainda a gestora, foi implementado também o programa Sonalight, que prevê uma redução de custos até 200 mil milhões de kwanzas (1,2 mil milhões de dólares), sendo que 113 mil milhões de kwanzas (680 milhões de dólares) estão já aprovados.

Em 2016, a Sonangol conseguiu alcançar uma poupança efectiva de 53 mil milhões de kwanzas (320 milhões de dólares), com incidência, sobretudo no segundo semestre, detalhou ainda Isabel dos Santos.

A administração da Sonangol era liderada desde 2012, e até à nomeação de Isabel dos Santos, por Francisco de Lemos José Maria, que, por sua vez sucedeu a Manuel Vicente, eleito então vice-presidente da República.

 

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