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Pelo menos 1,5 mil milhões de kwanzas é o montante da facturação registada anualmente pelos Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL), segundo afirmou esta terça-feira, em Luanda, o presidente do conselho de administração (PCA), Celso Rosa.

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O responsável avançou a informação à imprensa, no final da apresentação de balanço da década da referida empresa, ressaltando que este valor resulta da facturação da actividade produtiva interna como a venda, fundamentalmente, de bilhetes, serviços de transportação de cargas e de aluguer de algum mobiliário que possuem.

O PCA referiu estarem a transportar, em média, por ano, a nível de Luanda cerca de três milhões de passageiros e 50 mil toneladas de carga, “o que permite dizer que, independente de todas as dificuldades e da crise que o país vive, as suas actividades não pararam”.

Celso Rosa declarou que o sector ferroviário “cresceu muito”, pois, após o fim da guerra, conseguiu-se restabelecer as infra-estruturas ferroviárias em todo o país, com as três empresas do sector e conseguiram relançar a sua actividade e permitir que a circulação dos comboios hoje fosse um facto a nível dos Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL), Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) e Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM).

“Se as pessoas andarem um pouco por Luanda, Kwanza-Norte e Malanje, verão que os comboios circulam e funcionam normalmente, transportam pessoas, cargas, o apito, hoje em dia, se faz sentir nas 28 estações que compreendem este grande perímetro de Luanda a Malanje que circunscreve 424 quilómetros”, acrescentou.

Para o responsável, a facturação é “razoável”, embora, admite, haja “a preocupação de se melhorarem as tarifas que actualmente se praticam, em que o capital é intensivo e é preciso que se apliquem tarifas que possam corresponder aos custos. Explicou que os custos na transportação ferroviária são altos, sendo, por isso, preciso arrecadar receitas para dirigir a empresa.

“ Em Angola, o Governo tem assumido o ónus e praticam-se tarifas que visam particularmente satisfazer as populações mais carentes e, por esta razão, entre Catete e Luanda, o passageiro ainda paga a módica quantia de 30 kwanzas por viagem”, enfatizou.

“Temos de trabalhar para reajustar os preços, para que nos possamos conformar com os nossos custos de produção, mas podemos dizer que a facturação tem estado a melhorar de ano para ano” frisou.

Apontou que a melhoria da facturação decorre, sobretudo, da aquisição de mais meios circulantes e melhoria das infra-estruturas. Acrescentou que vão surgir mais condições que permitirão transportar mais passageiros, com a duplicação da via, abertura de uma nova linha que irá ligar o Bungo ao novo aeroporto, cujas obras já tiveram início e poderão durar eventualmente de 18 a 24 meses.

Com estas condições, Celso Rosa augura a triplicação do número de passageiros que transportam em Luanda diariamente e poderão ter uma maior capacidade de satisfação daquilo que é hoje a procura a nível dos transportes ferroviários.

Avançou que o Governo investiu e criou uma infra-estrutura para que os CFL pudessem ter, em Catete, o Centro de Formação Ferroviário, que será inaugurado brevemente, visando fundamentalmente criar condições para que os trabalhadores se formem, superem e capacitem.

 

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