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INDÚSTRIA TÊXTIL. Gestores e trabalhadores justificam atraso no arranque das vendas 
com falta de matéria-prima que deve ser 100% importada.

 

Das três unidades têxteis recuperadas e equipadas com tecnologia de ponta e inauguradas no ano passado, apenas uma - a Nova Textang II, em Luanda, - iniciou, em Fevereiro deste ano, a produção de tecido acabado que já comercializa.

A Alassola, em Benguela, e a Satec, no Kwanza-Norte, continuam com os testes que deveriam terminar em Julho do ano passado. O presidente do conselho de administração (PCA) da Alassola, Tambwan Mukaz, prevê agora que a comercialização dos produtos (lençóis, toalha e cobertores) em grande escala comece apenas no fim do ano.

A reabilitação e modernização da fábrica de Benguela custou 65 milhões de dólares. Inicialmente, a fábrica previa, para Maio deste ano, o início da comercialização no mercado interno, estando prevista também, em fase posterior, a exportação para Portugal. No Dondo, Kwanza-Norte, a realidade assemelha-se à de Benguela.

A antiga Satec, agora modernizada, com um investimento de 420 milhões de dólares, também não produz para o mercado. A recuperação da fábrica ocorreu por iniciativa do Ministério da Indústria, com o financiamento do Japão, país igualmente responsável pelo fornecimento da maquinaria às três unidades fabris.

A falta de matéria-prima, como algodão e produtos químicos, está na base dos atrasos, de acordo com fontes ligadas aos trabalhadores. Mas, no ano passado, os PCA das três unidades, nomeadamente Hélder Davi (Textang II), Matos Cardoso (Satec) e Tambwa Mukaz (Alassola), já haviam colocado, no topo das dificuldades, a aquisição de matéria-prima.

As três fábricas dependem a 100% das importações, embora, noutras ocasiões, os gestores tivessem minimizado este aspecto, apresentando a Índia e a Grécia como a solução para a busca da principal matéria-prima. A Nova Textang II, em Luanda, é apresentada pela direcção da empresa como uma das “melhores fábricas de África”.

Além das necessidades internas, a fábrica, que actualmente emprega 220 trabalhadores, foi desenhada com o foco nas exportações, numa segunda fase, com destaque para os países vizinhos da SADC.

Fora as questões de produção, a Textang II encontrou um passivo de trabalhadores da antiga fábrica que, até ao momento, não têm a situação resolvida.

A assistente de informação da empresa, Elsa Cassueca, ao VALOR, assegurou estar a preparar uma conferência de imprensa que deve acontecer dentro de duas semanas para todos os esclarecimentos que se impõem em relação à unidade fabril.

O investimento na indústria têxtil foi pensado na perspectiva da criação de uma cadeia de valores, produção de algodão, indústria têxtil e de confecção.

 

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