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Lançado esta semana, o primeiro relatório e contas da Sonangol da era da gestão de Isabel dos Santos é marcado pelo crescimento dos resultados.

 

A Sonangol registou um crescimento de 36% nos resultados operacionais de 2016, obtendo o valor de 525 mil milhões de kwanzas, um resultado líquido no exercício bastante superior aos 13 mil milhões de kwanzas obtidos no ano transacto, factos que reflectem uma inversão da tendência de queda abrupta registada nos exercícios dos dois anos anteriores.

A informação foi avançada pela presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal, Isabel dos Santos, durante apresentação do Relatório e Contas referente ao ano passado, que na ocasião explicou que este indicador é mais positivo, por ter sido conquistado num ano em que a Sonangol enfrentou um contexto muito adverso, tanto a nível nacional como internacional.

Para a gestora da petrolífera, os resultados obtidos configuram-se como fundamentais para que a empresa assuma, de novo a condição de força motriz da economia angolana e geradora de riqueza para todos os cidadãos da República de Angola. Outro aspecto de relevo destacado na conferência de imprensa foi a manutenção da produção petrolífera que, ao longo de 2016, e apesar de todos os condicionalismos, se manteve acima do valor de um milhão e 700 mil barris por dia, colocando Angola como primeiro produtor de petróleo no continente africano.

“Estes números são o resultado de muitas coisas que temos a acontecer, algumas visíveis como os indicadores financeiros, outras menos visíveis”, realçou a empresária. Isabel dos Santos fez lembrar que em Junho de 2016, quando assumiu a gestão, a SONANGOL, estava numa situação de crise económica, com a empresa em quebra de receitas na ordem dos 60% face a 2013 -2016, com uma dívida elevada e com o preço do barril de petróleo baixo.

“Perante o contexto, a nova gestão da petrolífera decidiu reformular a estratégia do negócio, de forma a conseguirmos elevar as receitas da empresa” afirmou. Por via do programa Sonaplus que visa aumentar as receitas da petrolífera, foi possível obter uma cifra potencial de 183 mil milhões de kwanzas (1,1 mil milhões USD), estando já capturados 43 mil milhões de kwanzas (260 milhões USD).

E na mesma perspectiva foi também adoptado o programa Sonalight que prevê uma redução de custos até 200 mil milhões de kwanzas (1,2 mil milhões USD), sendo que 113 mil milhões de kwanzas (680 milhões USD) estão já aprovados.

Em 2016, com incidência sobretudo no segundo semestre, foi alcançada uma poupança efectiva de 53 mil milhões de kwanzas (320 milhões USD).

O Conselho de administração da Sonangol aponta como exemplo de sucesso do Sonalight a renegociação de contratos na Sonangol, Pesquisa & Produção, o redimensionamento das operações no sector de Shipping e a centralização de volumes e negociação de contratos bem como a racionalização de gastos com os seguros.

Em Dezembro de 2016, a Sonangol divulgou os resultados relativos ao ano de 2015, indicando a realização de um diagnóstico que cobriu “a situação financeira e fiscal, a organização, os processos, os sistemas de informação e as pessoas” e que revelava uma “situação bastante mais grave do que o cenário inicialmente delineado”.

No mesmo exercício, a empresa previu que a receita bruta da Sonangol cairia 5,47%, saindo dos 16.212 milhões para os 15.325 milhões de dólares, com a tendência de queda a manter-se desde a instalação da crise.

Em 2014, a facturação da petrolífera recuou 38,4% para os 24.657 milhões de dólares, depois de ter registado 40.070 milhões de dólares no ano transacto. Entre 2013 e 2015, os lucros derraparam 87,4%, dos 3.089 milhões de dólares para os 389 milhões de dólares. Para 2016, estimou-se uma situação mais agravada, já que, segundo a companhia, “não haverá dividendos para o accionista Estado”.

Last modified on terça, 04 julho 2017
 

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