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PERDAS. Petrolífera investiu milhões de dólares em dois blocos sem viabilidade comercial. Previsão de aumento da produção está ameaçada, mais a companhia garante que o seu interesse em Angola continua inabalável.

 

A British Petroleum (BP) teve perdas na ordem dos 750 milhões de dólares nos últimos dois anos em Angola, na sequência de um investimento da petrolífera nos blocos 19 e 29, revelou ao VALOR o seu vice-presidente, Paulo Pizarro.

As perdas registaram-se entre 2014 e 2016. A operadora abandonou os blocos em Dezembro de 2016, ainda na fase de prospecção, após concluir que os mesmos eram economicamente inviáveis. “A BP decidiu não renovar as licenças destes blocos, mas mantém o compromisso com Angola”, sustentou Paulo Pizarro, que responde pela comunicação e relações externas da multinacional no país.

O responsável recusou-se a falar sobre a previsão dos lucros para este ano. “Não estamos em condições de fornecer esta informação neste momento.

A nossa atenção está agora focada em operar de forma eficiente e segura, e em explorar outras oportunidades que adicionem valor para a BP e para Angola”. Além dos 750 milhões de dólares perdidos no ‘fundo do poço’, da tesouraria da companhia deverão ainda sair largos milhões de dólares para sanar um antigo conflito tributário entre a petrolífera e o Estado angolano.

A BP integra o grupo de petrolíferas estrangeiras que assinou recentemente, em Luanda, um acordo tributário com o Ministério das Finanças. Paulo Pizarro confirmou o facto, mas não apontou a quantia a ser desembolsada para pôr fim ao dossier, que envolve, também, as norte-americanas Chevron e ExxonMobil, a francesa Total, a italiana ENI e a norueguesa Statoil.

As consequências da retirada dos blocos ‘inviáveis’, o 19 e 29, deverão afectar os planos de produção da companhia no país.

Em visita a Angola há dois anos, o presidente regional da BP, Darry Willis, havia previsto o aumento em 50% da sua produção diária até 2020, passando de 320 mil barris para 480 barris.

A BP opera nos blocos 18 e 31 do ‘offshore’ e possui participações nos blocos 15 e 17 (operados pela Total), e na empresa de gás natural liquefeito Angola LNG.

Presente em Angola desde a década de 70, já investiu mais de 30 mil milhões de dólares na exploração, sendo responsável por uma quota de 20% do total dos hidrocarbonetos produzidos em Angola.

 

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