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ELECTRICIDADE. Resultados são reflexo da medida adoptada pela direcção da empresa que determina dedução do valor de consumo nas facturas, enquanto durarem restrições no fornecimento da energia.

 

As restrições no fornecimento de electricidade estão a afectar negativamente a média mensal de facturação da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), que registou uma queda na ordem dos 24%, nos últimos meses, revelou, em exclusivo ao VE, o director comercial, Marcos de Balanca.

O responsável, que avançou a informação quando falava a propósito do lançamento de novos serviços de pagamento da ENDE, explicou que a facturação, em tempos idos, atingia a cifra de 4,5 mil milhões de kwanzas com o fornecimento de energia a funcionar entre 80% e 90%, mas, com as restrições, o quadro alterou significativamente, estando a média mensal de facturação calculada apenas em 3,4 mil milhões de kwanzas, com o nível de cobrança a atingir 70%.

“A média de facturação vária muito. Estamos com défice na produção e, por conta disso, estamos a fazer restrições em todo o país, não só no sistema hídrico, como nas fontes térmicas”, justificou Marcos de Balanca, reforçando que a situação se deve também, em parte, a dificuldades na obtenção de combustível para as fontes térmicas, bem como para alimentar os grupos geradores que abastecem algumas áreas.

Os resultados, segundo o responsável, são reflexo da medida adoptada pela direcção da ENDE de deduzir o valor de consumo nas facturas, enquanto durarem as restrições no fornecimento da energia.

De acordo com Marcos Balanca, a perspectiva da ENDE, nos próximos tempos, passa por incrementar o nível de cobranças, tendo em conta que um dos objectivos de realce do sector é o de o tornar cada vez menos dependente dos subsídios, lembrando que a tarifa aplicada é subvencionada em 60%.

“Com as tarifas actuais e a cobrar a 100%, o dinheiro arrecadado não é suficiente para garantir a sustentabilidade do sector eléctrico. Por isso, tão logo as coisas melhorem, deve trabalhar-se numa actualização tarifária”, sugere Balanca, argumentando que o sector está composto por três empresas de produção, transporte e de distribuição de distribuição de electricidade, cabendo-lhes a responsabilidade de angariar dinheiro para se manterem sustentáveis.

Em relação aos novos serviços de pagamento da empresa, Balanca detalhou que vão facilitar os pagamentos por via dos multicaixas, destinados ao sistema pré-pago. Segundo declara, o novo serviço visa aumentar e reforçar a disponibilidade de pagamento, bem como reduzir as enchentes nas lojas. Numa primeira fase, o formato está a funcionar ainda a título experimental, a fim de se testar a sua eficácia, “sobretudo das transacções”. No entanto, em breve, o serviço deverá estar acessível ao público, como garantiu o director comercial da empresa pública.

A ENDE está a trabalhar com a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) para estender o serviço para os clientes que estão no sistema pós-pago, facto que poderá ocorrer já nos próximos dois meses. Marco Balanca explicou também que, para os clientes do sistema pré-pago, as eventuais dívidas deverão ser liquidadas automaticamente.

“Quando se faz a migração de clientes do sistema pós-pago para o pré-pago, as dívidas transitam e sempre que o cliente for comprar energia é-lhe descontado 35% do valor da dívida que possui, registado no sistema. Diferente do primeiro, no sistema pós-pago, os clientes negoceiam o pagamento da dívida por várias tranches no sentido de reduzir o valor”, detalhou.

A ENDE controla, em todo o país, um total de 1.290.978 clientes. Para o sistema pré-pago estão instalados um total de 333.587 contadores, 287.478 dos quais estão activos, o que corresponde aproximadamente a um quarto do total de clientes, segundo dados da empresa.

 

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