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REMUNERAÇÃO. Companhia aérea privada tem cem funcionários, vários dos quais se encontram a ‘sobreviver’ de ‘biscates’. Proibição da operadora de voar estará ligada ao não pagamento de ordenados aos colaboradores.

 

A Air26 não paga salários há mais de um ano. Segundo declarações dos trabalhadores da companhia aérea ao VALOR, em 2016, foram pagos apenas três meses, enquanto, este ano, ainda não foram movimentadas quaisquer folhas salariais. Feitas as contas, a empresa deve aos colaboradores vencimentos de, pelo menos, 15 meses.

Os trabalhadores desmentem, deste modo, a informação do director comercial da empresa, Luís Arriegas, veiculadas pelo VALOR, na edição de 22 de Maio, segundo a qual a empresa “paga salários com normalidade”, apesar de não estar a realizar voos, consequência da proibição imposta pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC).

Segundo as fontes do VE, como resultado da falta de remuneração, a maior parte dos pilotos da Air 26 encontra-se a prestar serviços noutras companhias, como a Air Jet e Air Guicango. “Estas duas empresas também usam aviões Embraer. Isto está a facilitar a saída dos pilotos para estas companhias”, explica um dos trabalhadores, que se recusou ser identificado, acrescentado, que ele e os colegas “sobrevivem de biscates”.

A companhia, afecta ao grupo empresarial Ducard, tem cerca de 100 trabalhadores, entre técnicos de operações, manutenção, comerciais e administrativos. As fontes garantem que nenhum funcionário foi despedido, embora haja quem, voluntariamente, tenha já deixado de comparecer ao respectivo posto de trabalho, como protesto pela falta de pagamentos dos salários.

Tal como o VALOR noticiou na edição de 22 de Maio, os aviões da Air 26 encontram-se imobilizados há mais de seis meses no Aeroporto 4 de Fevereiro (na placa doméstica), em Luanda, como consequência de o INAVIC ter recomendado uma reestruturação da empresa. Embora tenha confirmado a ‘reforma’ exigida pelo regulador, o director comercial da Air 26, Luís Arriegas, não comentou as suas motivações, mas fontes do INAVIC justificaram-se com irregularidades na segurança operacional.

As fontes avançam, no entanto, que a dívida salarial da empresa para com os trabalhadores estará também na origem da decisão do INAVIC em suspender os voos da Air 26. Até ao memento, desconhecem-se os ‘timings’ de conclusão da reestruturação da empresa, mas fontes do INAVIC garantem que o levantamento da suspensão depende somente da Air 26. “Estamos todos admirados. Como é que a nossa empresa que era a maior de aviação privada, de repente, fica à beira da falência?”, interrogou-se um funcionário.

As lojas, da companhia sediada em Luanda, continuam abertas, mas não podem vender bilhetes até ao desbloqueio do regulador da aviação civil. As perdas financeiras da empresa, acumuladas por causa deste dossier, são desconhecidas, mas o director comercial tinha já avançado que a Air 26 tem beneficiado de descontos no pagamento das taxas de parqueamento das aeronaves. “Nestas situações, basta informar à Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) para ver reduzidas as taxas de parqueamento”.

 

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