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REFINAÇÃO. Petrolífera pública assegura que não houve qualquer paralisação da produção na Refinaria de Luanda. Fontes do VALOR garantem que refinação parou por cerca de 90 dias.

 

Refinaria de Luanda terá paralisado as operações de refinação de petróleo há, pelo menos, três meses, por “motivações de ordem técnica”, constatou o VALOR junto de funcionários da empresa, detida a 100% pela Sonangol. A chaminé, que, geralmente, se mantém acesa 24 horas por dia, como indicação do funcionamento da Refinaria, há meses que se encontra entre o lume e o apagão. Uma outra fonte afecta à maior empresa pública confirmou também a paralisação das ‘máquinas de refinação’, justificando, no entanto, tratar-se de um acto de rotina “para dar lugar à manutenção, durante três meses”.

O director do gabinete de comunicação e imagem da Sonangol, Mateus Cristóvão, garantiu que a Refinaria em nenhum momento deixou de funcionar. “Não há qualquer cessação de produção na Refinaria de Luanda, que continua a desenvolver a sua actividade normal, dentro dos parâmetros que estão definidos”, assegurou.

Vários observadores têm criticado, no entanto, o facto de Angola, apesar de ser o ‘gigante do petróleo’ em África, depender só de uma refinaria para produzir derivados do crude. O especialista em petróleo e gás José Oliveira considera “pequena e obsoleta” a Refinaria de Luanda, que produz apenas cerca de 20% dos derivados do petróleo (gasolina, gasóleo, gás e petróleo iluminante).

A reduzida capacidade de refinação angolana obriga a petrolífera pública a gastar todos os meses cerca de 170 milhões de dólares para a importação de combustíveis refinados. O combustível comercializado pela operadora privada Pumangol, por exemplo, é importado. Segundo um relatório publicado em 2014, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), os custos de produção dos combustíveis da Refinaria de Luanda, que tem capacidade de 65 mil barris/dia, são superiores aos da gasolina e ao gasóleo importados.

O consumo de combustíveis por Angola caiu 5% em 2015, na mesma proporção da queda da importação de produtos refinados, essencialmente gasolina e gasóleo, face a 2014. Na tentativa de aumentar a capacidade de refinação, o Governo tinha em marcha a construção de três refinarias, a do Lobito, em Benguela, Soyo, no Zaire, e a do Bengo, mas as obras de construção foram suspensas, no final do ano passado, devido à crise do preço do petróleo, nos mercados internacionais.

No final do ano passado, a presidente do conselho de administração da Sonangol, Isabel dos Santos, tinha já admitido que a empresa se encontrava ‘em maus lençóis’, ao ponto de ter dificuldades em honrar compromissos financeiros com fornecedores no exterior. O projecto da Refinaria do Lobito prevê uma transformação de 200 mil barris de petróleo/dia, sendo que a conclusão das obras estava prevista para 2018. Já a entrada em funcionamento da Refinaria do Soyo estava prevista para este ano, processando 110 mil barris/dia. Enquanto as obras da refinaria do Bengo, orçada em cerca de 14 mil milhões de dólares, estão projectadas para refinar 400 mil barris de derivados de petróleo e gás natural por dia.

 

Sonangol assume escassez de gás

 

O director do gabinete de comunicação e imagem da Sonangol, Mateus Cristóvão, explicou que a escassez de gás butano, que se registou nas últimas três semanas, em Luanda, esteve relacionada com problemas de ordem técnica registados nas instalações da Sonagás. Dificuldades de atracagem do navio de abastecimento, na Refinaria de Luanda, estiveram também na origem da falta de gás em alguns mercados de Luanda. “A imediata e pronta intervenção das equipas técnicas da Sonagás, nos dois cenários, permitiu solucionar ambos os problemas e, nesta altura, o fornecimento de gás butano aos consumidores luandenses está completamente normalizado”, afirmou Mateus Cristóvão.

 

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