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INDÚSTRIA.Instalação da unidade fabril deve estar concluída até ao primeiro trimestre de 2018. Cerca de 110 empregos devem ser criados. O objectivo é reduzir a importação de carnes, calculada em 600 milhões de dólares por ano.

A empresa Unicarnes vai investir 12 milhões de dólares na construção de uma fábrica de abate, processamento e comercialização de gado bovino e caprino, no Dondo, Kwanza-Norte, revela um contrato de investimento assinado, no último 23 de Março, com a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) a que o VALOR teve acesso.

Segundo os termos do acordo, a unidade fabril vai ser instalada em um ano, a contar da data da assinatura do contrato, com o início da exploração previsto para três meses após o termo das obras. Além do processamento e abate, a fábrica vai dedicar-se também à desmancha e a desossa de bovinos em peças açougueiras, com acondicionamento e congelação. A expedição de carcaças, de peças de carne embaladas, de miudezas e couros, e o fabrico de farinha de carne e gorduras constam das operações a serem processadas na Unicarnes, que admite criar 110 empregos directos, 103 dos quais para nacionais. O objectivo principal é “alavancar a criação de gado bovino no país, aumentar a oferta de carne no mercado interno e incentivar a diversificação da economia”, estabelece a empresa no contrato de investimento, em que prevê destinar 25% da produção para a exportação. Os alvos serão os mercados de proximidade e a Unicarnes espera, com as vendas ao exterior, obter divisas para “o contributo e desenvolvimento das explorações nacionais”.

Ao abrigo da nova lei de investimento privado, o projecto vai beneficiar de incentivos fiscais, como a redução de 70% da taxa de imposto industrial, por um período de oito anos, a redução de 70% do imposto sobre a aplicação de capitais, também por oito anos, e a redução da taxa de imposto de sisa.

O contrato prevê que as instituições estatais, de acordo com as respectivas competências, apoiem a investidora. A UTIP deve apoiar na obtenção de licenças e outros documentos necessários para a implementação, ao passo que o Ministério da Indústria deve garantir atempadamente a emissão de qualquer licença e autorizações que venham a ser solicitadas. O governo do Kwanza-Norte fica com a responsabilidade de assegurar a apreciação e aprovação dos projectos de construção e demais licenciamentos necessários para a implementação do empreendimento.

Para que o projecto possa merecer o acompanhamento das autoridades, a Unicarnes fica comprometida a elaborar trimestralmente um relatório de implementação e desenvolvimento do investimento, preenchendo um formulário submetido pela UTIP.

Angola continua a ser muito dependente das importações de carne, com as médias anuais a atingirem os 600 milhões de dólares, segundo dados oficiais. Recentemente e depois de várias matérias do VALOR que davam conta do abandono do matadouro industrial de Camabatela, o secretário de Estado da Agricultura para o sector empresarial, Carlos Alberto Pinto, anunciou, para Junho próximo, a inauguração do empreendimento, que conta com uma capacidade de abate de 300 cabeças de gado por dia.

 

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