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TRANPORTES.Enquanto projecto BRT, também conhecido como sistema rápido de transporte, não sai do papel, Governo recorre ao ‘crédito chinês’ para adquirir meios rolantes para a empresa de transportes públicos de Luanda.

O Governo adquiriu, recentemente, mais de 100 autocarros para a TCUL (Transporte Colectivo Urbano de Luanda). A entrega formal dos meios ocorreu, em Luanda, na base da empresa pública, e coube ao ministro dos Transportes, Augusto Tomás, sem a presença da imprensa.

Segundo fontes ligadas à TCUL, o Estado pretende reforçar, ainda este ano, a frota da operadora pública de transportes da capital, com, pelo menos, 200 novos meios rolantes, esperando-se a chegada de mais autocarros, nos próximos meses. Não foi possível apurar se os novos meios rodoviários servirão apenas as linhas de transporte urbano ou se reforçarão também a frota inter-provincial.

Com a importação destes meios de origem chinesa, o ministro dos Transportes dá início ao prometido ‘programa de aquisição de cerca de mil autocarros’ para melhorar a rede nacional de transporte público rodoviário. Augusto Tomás, que anunciou a meta no final do ano passado, no Zoyo, província do Zaire, explicou que a compra seria feita no âmbito da linha de crédito que a China vem concedendo a Angola. O ministro esteve, há duas semanas, no país asiático, numa delegação governamental, chefiada pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira.

O Estado prevê gastar, este ano, 100 milhões de kwanzas, equivalentes a cerca de 600 mil dólares, na compra de novos autocarros de passageiros, segundo se pode ler no orçamento atribuído ao Ministério dos Transportes.

O valor, no entanto, revela-se insuficiente para cobrir as reais necessidades da empresa pública de transportes, já que os meios rolantes que utiliza custam, em média, entre 100 e 120 mil dólares. Ainda no orçamento do Ministério dos Transportes, estão previstos 30,3 milhões de kwanzas (cerca de 180 mil dólares) para compra de peças e acessórios da TCUL.

A empresa pública ‘disputa’ o mercado de transportes rodoviários de passageiros com mais cinco operadoras privadas (Angoaustral, Ango Real, Macon, SGO e Tura. No ano passado, muitas dessas empresas viram alguns dos seus autocarros paralisados por falta de divisas para a compra de peças sobresselentes.

No entanto, o programa do Governo que visa o melhoramento da rede de transportes rodoviários passa também pela implementação do sistema rápido de transporte por autocarro, BRT (na sigla em inglês Bus Rapid Transit), cuja obra se encontra paralisada há dois anos. O arranque experimental dos autocarros deste ‘sistema rápido’ estava inicialmente previsto para 2013, mas as obras da via, actualmente paralisadas, tiveram início, com demolições e desalojamentos da população residente, em Outubro de 2014, prevendo-se, na altura, o funcionamento efectivo do sistema para 2017.

Pelo menos, 240 autocarros, entre articulados, bi-articulados, 24 estações/paragens numa via exclusiva de 53 quilómetros de extensão, divididos em dois corredores, estão previstos no âmbito do projecto. Prevê-se que o Ministério dos Transportes vá ‘ressuscitar’, ainda este ano, o projecto BRT.

Last modified on segunda, 27 março 2017
 

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