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BALANÇO. Banco aparece nas estatísticas da UIF como a entidade bancária nacional que mais denunciou operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro em 2018. Das 131 declarações submetidas às autoridades, banco é responsável por 33%. Número de casos baixa 24,7% face a 2017.

Cerca de 33% das declarações de operações suspeitas (DOS) de lavagem de dinheiro submetidas à Unidade de Informação Financeira (UIF), de Janeiro a Dezembro do ano passado, tiveram origem no Standard Bank Angola (SBA), de acordo com as últimas estatísticas deste organismo que recolhe e dissemina transacções suspeitas no sistema financeiro nacional.

Do balanço de 2018, o Banco de Fomento Angola (BFA) – que já esteve à frente na lista de bancos que mais comunicam – aparece na segunda posição com 16% das denúncias, seguido imediatamente pelo Banco Angolano de Investimento (BAI), com 10%, e pelo Banco Bic (7%).

A lista integra outras 10 entidades bancárias, como são os casos do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Caixa Angola e o BAI Microfinanças, que foram individualmente responsáveis por 4% das declarações de operações suspeitas de branqueamento de capitais, além dos bancos Valor, do russo VTB, Keve, BIR, Sol e Millennium Atlântico, responsáveis, cada um, por 1% das comunicações do mercado (ver tabela ao lado).

Em entrevista ao VALOR, em 2017, a directora do organismo explicara que “comunicar mais não significa ter mais operações suspeitas”. Para ela, “precisa-se saber comunicar e saber avaliar quem tem operações suspeitas”. “Não lhe posso dizer é se todos os bancos comunicam operações suspeitas. Antes disso, é saber se todos os bancos conseguem detectar. Eles têm de ter gente treinada para isso. Ao dizer o BFA, estou a dizer no lado positivo. Portanto, é o banco que se preparou e faz isso como deve ser”, explicava aquela responsável há dois anos.

Apesar de o trabalho de recolha de informação de operações financeiras suspeitas envolver todas as entidades financeiras que actuam no país, desde bancos, seguradoras, casas de câmbio, passando pelas casas de jogos, a estatística da UIF enumera apenas 13 dos 26 bancos operacionais.

Fonte da direcção da UIF garante ao VALOR que os bancos Yetu, BCA, Económico, Prestígio ou ainda o Banco Comercial do Huambo (BCH) não comunicaram nenhuma operação suspeita de branqueamento de capitais, por isso, não estão descritos no relatório.

No global, registou-se uma redução de 24,7% nas declarações de operações suspeitas face a 2017. De Janeiro a Dezembro de 2028, o número de operações suspeitas enviadas foi 131.

Se houve redução das declarações de operações suspeitas, o mesmo não sucede com as Declarações de Identificação de Pessoas Designadas (DIPD) enviadas pelos bancos. Este item do balanço da UIF indica que o total de DIPD saiu de um em 2017 para três até 31 de Dezembro do ano passado.

Declarações nos 704

Desde 2011 que o número de declarações de operações suspeitas não pára de crescer. Até finais do ano passado, foram registadas 704 operações, com origens nos bancos, casas de câmbio e remessas, além de outras entidades financeiras.

Já o número de DIPD se situou, de Janeiro a Dezembro, nas oito declarações, o maior já registado pela UIF desde o primeiro balanço de 2011. Em 2018, foram enviados 16 pedidos de informações à UIF por instituições nacionais, nove dos quais tiveram respostas. Já das internacionais foram enviados nove pedidos de informação, tendo sido respondidos apenas sete.

 

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