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BALANÇO. Banco detido pela Sansul, Fundação Lwini e outros accionistas individuais viu lucros encolherem acima de 50% para 4,4 mil milhões de kwanzas. Demonstrações de resultados explicam queda com redução dos rendimentos de serviços e comissões. É o segundo ano de quedas consecutivas desde 2017.

As contas de balanço do Banco Sol registaram, de Janeiro a Dezembro do ano passado, lucros de 4,4 mil milhões de kwanzas, uma redução de mais de 50% em relação às margens recolhidas em igual período anterior, contabilizadas em 9,1 milhões de kwanzas.

Ao inscrever esse recuo nas contas de 2018, o banco soma assim dois anos de quedas consecutivas, justificadas, entre outros, por uma redução de 1,45% para 9,9 mil milhões de kwanzas dos rendimentos de serviços e comissões, um dos componentes da margem financeira.

Apesar do resumo da actividade desenvolvida ao longo de 2018, o banco não tem ainda disponibilizado o relatório e contas consolidado, nem no ‘site’, nem num jornal de grande circulação, como determina a norma das instituições financeiras.

No ‘site’ da entidade, apenas estão disponíveis as demonstrações de resultados de 31 de Dezembro de 2018, com os pareceres do conselho fiscal e do auditor externo da UHY-A.Paredes e Associados. Não estão disponíveis as notas às demonstrações de resultados, onde, ao detalhe, os bancos explicam as variações de todas as rubricas do balanço financeiro.

Detido em mais de 50% pela Sansul e várias outras entidades colectivas e particulares, o banco fez caminho contrário ao dos resultados líquidos e fechou o ano a subir.

Naquele que foi o último ano completo da gestão de Coutinho Nobre Miguel, à frente do conselho de administração e da comissão executiva do Banco Sol, a entidade fechou o ano com o activo a crescer perto de 12%, ao evoluir de 475,2 mil milhões de kwanzas para 532,2 mil milhões até 31 de Dezembro.

À semelhança de outros bancos, o balanço da entidade fecha com uma reserva do auditor por não ter aplicado, para afeitos de contabilidade, as regras para economias hiperinflacionárias, como entendem todas as grandes auditoras – Ernest&Young, PWC, Deloitte e KPMG – , também designadas por ‘BigFour’. Embora nenhuma destas tenha analisado as contas do Banco Sol, o auditor UHY-A.Paredes e Associados não escreveu o contrário. Segundo a auditoria, em 31 de Dezembro, a taxa de inflação acumulada nos últimos três anos ultrapassa os 100%, quaisquer que sejam os índices utilizados.

Para os auditores externos, essa variação é “uma condição objectiva que nos leva a considerar, além da existência de outras condições previstas no IAS 29, que a moeda funcional das demonstrações financeiras do banco em 31 de Dezembro de 2018 corresponde à moeda de uma economia hiperinflacionária”.

 

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