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BALANÇO. PCA da petrolífera estatal atesta que os dois bancos não pagaram dividendos em 2017, mesmo com balanços positivos. Dos participados, só o BAI e o Caixa Angola deram dinheiro, com 7,7 mil milhões e 3,6 mil milhões de kwanzas, respectivamente. Estado vai decidir qual dos banco perde primeiro a Sonangol, no processo de reestruturação da petrolífera.

thumbnail Conselho de administracao sonangol

Os bancos Económico e o de Comércio e Indústria (BCI) não distribuiram os dividendos recolhidos no exercício financeiro de 2017 à Sonangol, um dos accionistas das duas instituições bancárias, revelou o presidente da petrolífera estatal, Carlos Saturnino.

De acordo com os números da Sonangol, no grupo de quatro participadas do sector bancário nacional, apenas o Banco Angolano de Investimento (BAI) e o Banco Caixa Geral Angola deram dinheiro à accionista Sonangol, distribuindo, respectivamente, 7,7 mil milhões de kwanzas e 3,6 mil milhões.

“Dividendos pagos, contas de 2017: Caixa Geral Angola, 3,6 mil milhões de kwanzas; BAI: 7,7 mil milhões. Banco Económico: não pagou dividendo; BCI: não pagou dividendo”, descreveu Carlos Saturnino, na conferência de imprensa que assinalou os 43 anos da petrolífera.

Carlos Saturnino não explicou por que razão as participadas não distribuiram devidendos em 2017, quando até as contas de 2018, por regra, já deviam estar fechadas e publicadas. Nem relacionou a atitude dos bancos à estratégia geralmente seguida na banca de reforço e robustez dos indicadores com incorporação de reservas ou lucros.

Os resultados das participadas foram tornados públicos numa altura em que decorre o processo de regeneração da Sonangol, que inclui planos de redução ou saída da participação da petrolífera estatal nos negócios não ‘core’. A banca é um desses negócios.

Entretanto, o conselho de administração do Banco Económico argumenta que foi “determinado, por unanimidade dos accionistas, que não seriam distribuídos dividendos relativos aos resultados do exercício de 2017(...)”.

Participadas lucram

Apesar de não canalizarem dinheiro para a Sonangol, os bancos Económico e o BCI fecharam o exercício financeiro de 2017 com contas positivas. O Económico obteve um lucro líquido de seis mil milhões de kwanzas, recuperando-se de perdas do exercício anterior.

Já o BCI, de Filomeno de Ceita, registou lucros de 663 milhões de kwanzas, mais do que o dobro de igual período anterior, quando a contabilidade do banco inscreveu 302 milhões.

 

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