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BANCA. Banco com ligações ao empresário Silvestre Tulumba carimba terceiro ano de operações completas com balanço positivo. Entidade acabou 2018 com lucros de 12 mil milhões de kwanzas. Contabilidade justifica proveitos com investimento em capital. Cartas de crédito têm contribuído para esses resultados.

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As contas de balanço do Banco de Crédito do Sul (BCS) registaram, em 2018, um lucro de 380% para 12 mil milhões de kwanzas, montante que supera os anteriores 2,5 mil milhões de 2017, revelou ao VALOR a presidente do conselho de administração, Maria do Céu Figueira.

A contribuir para o desempenho positivo do banco estiveram, entre outros, investimentos “muito fortes em capital”, além de outras operações, desde a liquidez do banco, intermediação financeira e prestação de serviços. “Tivemos um resultado bastante robusto e que vai reforçar ainda mais [o banco], na ordem dos 12 mil milhões de kwanzas. É uma subida muito significativa. No ano anterior tínhamos tido de resultados líquidos 2,5 mil milhões kwanzas. Muito mais do que o triplo”, regozija-se a gestora do banco que opera desde 2015.

O conselho de administração, no entanto, considera um “crescimento normal”, admitindo que, em 2017, o BCS encontrava-se “praticamente” no segundo ano de actividade e já tinha “algum músculo” com um aumento de capital. “É normal um banco como o nosso crescer a esses níveis, principalmente porque fizemos também investimentos muito fortes em capital”, sublinha a PCA.

Esta é a segunda vez, desde 2015, ano de arranque, que o banco fecha balanço com resultados positivos, depois de nos dois primeiros anos de operação ter carimbado as contas com prejuízos de 546.519 milhões de kwanzas e 372.681 milhões, de 2015 e 2016, respectivamente (ver gráfico). “O BCS está agora no quarto ano e em crescimento de acordo com o plano estratégico que tínhamos delineado e que temos vindo a conseguir cumprir em alguns pontos, até ultrapassar numa perspectiva sempre de ir acompanhando as normas que que são impostas quer pelo regulador, quer pelas entidades oficiais e também aquilo que nos vai sendo requerido e solicitado pelos nossos clientes e pela própria economia em geral”, aponta Maria do Céu Figueira.

Cartas de crédito ajudam

Além das contribuições das operações correntes de intermediação financeira, através do crédito tradicional, e demais prestações de serviços, para os resultados do banco, o conselho de administração inclui ainda as operações com cartas de crédito no conjunto de elementos que ajudam nos proveitos.

Contas da administração calculam que, de Janeiro a Dezembro de 2018, o banco já atendeu um volume de solicitações de pagamentos por cartas de créditos de 300 milhões de dólares. Segundo ainda o conselho de administração, estas operações chegam a representar um terço no total de proveito, mas Maria do Céu Figueira admite “não ser um método fácil de aderir”. Para ela, “se calhar alguns empresários não estão [ainda] muito habituados”. “No BCS, o método é rápido. Está agilizado. Tem o departamento específico para isso”, garante a gestora, que aponta a segurança para os importadores como vantagens do mecanismo de pagamento.

Aberto em 2015, o BCS é detido por cinco accionistas, entre os quais familiares do influente empresário do sul Silvestre Tulumba. Da lista de accionistas, destacam-se Francisca da Conceição Kamia Kapose, dona de 45% das participações, Jeremias Miguel Mateus, com 27,50%, Rafael Arcanjo Tchiongo Kapose (20,00%), Severiano André Tyihongo Kapose (5,00%) e Sérgio da Cunha Velho, com 2,50%.

Last modified on segunda, 11 março 2019
 

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