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BANCA. Do lado do Banco Postal, a confirmação é da existência de negociações com o BNA, ao passo que, no Banco Mais, grupo de accionistas recorreu ao Palácio Presidencial e à Justiça para reaver a licença. Para Kundi Paihama, dono do BANC, o processo ficou “para trás”.

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Passados pouco mais de dois meses desde a revogação das licenças dos bancos Mais e Postal pelo Banco Nacional de Angola (BNA), os accionistas destas instituições financeiras continuam a desdobrar-se para tentar reverter a decisão.

Os accionistas do Banco Mais aguardam por respostas do Presidente da República e do Tribunal aos recursos enviados às duas entidades, como forma de reaver a licença de operação e anular a decisão do BNA, soube o VALOR através de um dos cinco accionistas.

O banqueiro condiciona qualquer decisão de alienação do património às respostas dos dois órgãos a quem foram entregues os pedidos de reavaliação do processo a que qualifica por “processo de dissolução e liquidação administrativa”. “Ainda não parámos para ver qual destino a dar aos activos do Banco Mais ou da sociedade; entendemos que o processo ainda não conheceu o fim. Não estamos a pensar na venda dos activos do banco. Ainda não conversámos, ainda não reunimos para então ver isso. É um assunto que será equacionado tão logo exista uma decisão final do tribunal e também do Presidente da República.”

O Banco Mais integra um grupo de três bancos, com o Banco Postal e o BANC, que viram as licenças de operação revogadas por alegado incumprimento da obrigatoriedade de aumento de capital. Os accionistas do Banco Postal, por sua vez, garantem estar em curso negociações com o regulador do sector bancário e, por isso, reservam-se ao “direito de não comentar”, escreveu a administração do banco que tinha a ENSA, a EGM Capital e C8 Capital na estrutura accionista.

Já do lado do BANC, que encerrou após vários meses de intervenção pelo BNA, o accionista maioritário recusou fazer qualquer comentário ao VALOR. “Já não falo mais nisso. Considero um caso para trás”, concluiu o general e militante do MPLA, Kundi Paihama. As três instituições já não constam da lista de instituições financeiras bancárias autorizadas a operar no país pelo BNA.

Outros recursos…

Quem também admite a possibilidade de recursos é a CEO da USACC, a Câmara de Comércio EUA-Angola, Maria da Cruz. “Eu, pelo menos, se fosse o banco Postal, encontrava um banco no mercado de um nível que pudesse fazer uma fusão e partilhar essa experiência. Aliás, até poder servir a mais clientes”, admitia em recente entrevista ao VALOR.

Outras organizações de peso e conhecedoras do mercado bancário nacional também consideram que o banco central ou os pioneiros dos bancos devem encontrar vias para não acabar com os investimentos já efectuados.

Rácio acima da média

Até 31 de Dezembro de 2017, os dois primeiros bancos penalizados pelo BNA atingiram, no conjunto, um rácio de solvabilidade de 84%. Individualmente, o Banco Mais fechou o exercício de 2017 com 31% e o Banco postal com 53%, este último com 15,1 e 34 pontos percentuais acima dos dois maiores bancos em lucros do sistema, o BFA e o BAI.

De acordo com a teoria económica, o rácio de solvabilidade é o indicador que melhor mede a situação das empresas. E indica se uma instituição está ou não capaz de assumir, no curto, médio ou longo prazo, os seus compromissos de dívidas e até mesmo de operação corrente.

O BNA exige que os bancos tenham um rácio de solvabilidade não inferior a 10%. Os dois bancos castigados pelo regulador cumprem quase quatros vezes mais com essa obrigação, ao contrário do BPC e o Banco Sol, que fecharam o balanço de 2017 com um rácio marginal de 10,3%.

 

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