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POLÍTICA MONETÁRIA. Banco central cortou 60.128 milhões de kwanzas ao total do dinheiro que circulou em Janeiro. Valor corresponde a mais de 12% dos quase 500 mil milhões em notas e moedas que circularam em Dezembro. Estatísticas inscrevem ainda queda no crédito ao sector privado. Só as RIL evoluíram.

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As notas e moedas em circulação em Janeiro c a í r a m e m mais de 12% para 438.262 m i l hões de kwanzas, face aos 498.390 milhões que circularam em Dezembro, indicam os dados preliminares das estatísticas monetárias e financeiras do Banco Nacional de Angola (BNA).

O mapa do BNA com dados estatísticos de todo o dinheiro que circulou no ano passado não apresenta a evolução mensal, mas dá um panorama trimestral de como o indicador evoluiu ao longo de todo ano 2018 (ver gráfico).

Desde o primeiro trimestre de 2018, o dinheiro em circulação e em poder do público esteve em sentido decrescente. De Janeiro a Março, por exemplo, estava avaliado em 468.608 milhões de kwanzas. A No trimestre seguinte, este valor encolheu em quase 10% (precisamente 9,7%) para apenas 422.838 milhões de kwanzas.

A redução regressa no terceiro trimestre do mesmo ano. Ou seja, de Julho a Setembro, o dinheiro em poder das famílias e das empresas quedou-se em 1,4% para 416.786 milhões de kwanzas. Só em Dezembro é que o BNA volta a reforçar a liquidez, ao fechar 2018 com 498.390 milhões de kwanzas.

No mapa com a informação monetária de Janeiro, não vem anexada nota explicativa sobre as razões da redução do dinheiro em circulação, mas a situação pode ser entendida pela meta governamental de redução da inflação. Essa estratégia integra o pacote de mecanismos de política monetária usados pelo regulador para garantir a preservação do valor do kwanza.

Aliás, é assim que o próprio regulador, o BNA, define os objectivos da política monetária: “Para garantir a preservação do valor da moeda nacional, o Banco Nacional de Angola deve procurar manter o equilíbrio entre a oferta de meios de pagamento e o crescimento da actividade económica. Deste modo, a variação dos agregados monetários, indicadores que medem a quantidade de dinheiro que circula na economia, deve ser consistente com o nível de actividade económica para que se evitem pressões inacionistas.”

A isso se juntam três outros instrumentos de políticas monetária estratégicas, nomeadamente as reservas obrigatórias, as facilidades permanentes de cedência e absorção de liquidez e as operações de mercado aberto. Estes instrumentos também concorrem para a redução ou aumento da moeda e notas em circulação.

QUEDA LIGEIRA NO CRÉDITO

Nas estatísticas que medem o dinheiro total que circulou entre Dezembro e Janeiro, também é avaliada a evolução do crédito. Até 31 de Janeiro, a rubrica ‘crédito ao sector privado’ foi a única no conjunto de três que registou evolução, tendo fechado o mês com 49.502 milhões de kwanzas. Este valor representa uma redução ligeira de 0,02% face ao montante libertado no período anterior (Dezembro), com um envelope financeiro de 49.514 milhões de kwanzas.

No mesmo período, nenhum centavo de kwanzas foi canalizado para as rubricas ‘crédito a instituições financeiras não monetárias’ e ‘crédito ao sector público, excluindo administração central’. Foi assim em Janeiro deste ano como nos quatro trimestre do ano passado.

Observadores do mercado e os próprios bancos comerciais têm justificado a redução do crédito com o actual momento económico, sobretudo pela desvalorização da moeda nacional face às principais divisas internacionais, nomeadamente o dólar e o euro. Só as reservas internacionais líquidas crescem. Embora nas estatísticas do BNA disponíveis no seu website estejam contabilizadas em kwanzas, o valor das RIL aumentou, de Dezembro a Janeiro, cerca de 6%, ao sair de 10.482,7 milhões de dólares (3,2 biliões Kz) para 11.105,5 milhões (3,4 biliões).

 

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