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ESTRATÉGIA. Grupo Sansul, Fundação Lwini, António Mosquito, a ex-primeira-dama Ana Paula dos Santos e demais sócios vão receber proposta da administração para um novo reforço de capital. Desafio é justificado com “ambição própria do banco” e surge quando o banco já cumpriu exigência do BNA de capital social mínimo em 7,5 mil milhões kz.

Banco Sol

O conselho de administração do Banco Sol vai discutir com os accionistas um novo reforço de capital, desafio justificado com “ambição própria do banco”, mesmo depois de já ter observado o capital mínimo exigido pelo Banco Nacional de Angola (BNA), revelou ao VALOR o presidente da instituição bancária, Coutinho Nobre Miguel.

Actualmente, o banco detém um capital social de 10 mil milhões de kwanzas, pouco mais de 2,5 mil milhões acima do exigido pela legislação do sector, que estabeleceu 7,5 mil milhões como capital social mínimo.

Questionado sobre em que níveis se deverá fixar o capital social do banco com o segundo reforço, Coutinho Miguel disse que vai levar o assunto aos accionistas para ser discutido. “Isso é uma questão que vou discutir com os accionistas”, reforçou o gestor, sem avançar datas para a efectivação do novo desafio.

“Fomos o primeiro banco a proceder ao reajustamento do capital social. O limite é 31 de Dezembro, nós efectuámos essa transformação em Abril (dia 20). E agora vamos fazer outro aumento de capital social como um desafio pessoal. Estamos [actualmente] em cerca de 10 mil milhões de kwanzas de capital social. E agora vamos aumentar como uma ambição própria do banco, para aumentar os fundos próprios e o capital social”, garantiu.

Até 31 de Dezembro do ano passado, integravam a estrutura accionista do Banco Sol mais de nove entidades, entre particulares e accionistas colectivos, nomeadamente a Sansul SA, com 51,00% do capital, a Fundação Lwini, com 10,00%, José Noé Baltazar (5,42%) e a ex-primeira-dama Ana Paula dos Santos (5,4%).

Da lista de accionistas, constam ainda a Sociedade Comercial Martal, LDA (5,42%), a Azury, SA (5,42%), Julio Marcelino Bessa (4,17%), Coutinho Nobre Miguel (3,91%), António Mosquito (6,33%) e ‘outros accionistas’, grupo que representa 2,91%.

Desempenho

Na sua mensagem dirigida aos accionistas da instituição, anexada ao balanço de 2017, Coutinho Miguel destaca a evolução do banco como tendo sido “positiva”, “apesar duma conjuntura económica desafiadora e de ter sido também um ano sensível do ponto de vista político, marcado por eleições gerais” que, como descreveu, “felizmente decorreram com todo o civismo, propiciando a tão desejável estabilidade política, que é o pano de fundo para o desenvolvimento económico”.

Naquele ano, o banco acabou o exercício com lucros a deslizarem 0,6% para 9.171,7 milhões de kwanzas, ao contrário da rubrica ‘activo total’, que cresceu 20%. Já o crédito vencido diminuiu 1% e as provisões foram reforçadas com o objectivo de “consolidar mais o banco”.

Consolidar indicadores

Para 2018, a administração quer consolidar indicadores que estão “acima da média” como sublinha o PCA. “O banco Sol tem os agregados dos principais indicadores acima da média. Até 31 de Dezembro [de 2018], no fim do exercício, vamos trabalhar e consolidar esses indicadores”, garantiu, para depois acrescentar que “a maior preocupação” da instituição “tem que ver sobretudo com a gestão de riscos e controlo interno”.

“Estamos a fazer um grande esforço para melhorarmos, de facto, internamente a capacidade em termos de gestão de riscos, controlo interno, a melhoria dos processos, o desenvolvimento das acções comerciais e sobretudo responder, com maior pontualidade às preocupações dos nossos clientes”, projecta.

 

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