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POLÍTICA MONETÁRIA. Banco central fez manutenção à taxa básica de juro fixando-a nos 16,5%. Decisão do banco central é justificada com trajectória descendente da taxa de inflação, bem como pela evolução da base monetária, que contraiu 6,36% em termos homólogos.

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O Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu manter, na semana passada, a taxa básica de juro nos 16,5%, a mesma taxa que vigorou nos últimos quatro meses, de acordo com uma nota do Comité de Política Monetária e a tabela de taxas nominais de juro de referência do banco central.

Através do seu comité de política monetária (CPM), que esteve reunido no dia 30 de Novembro, decidiu ainda manter inalterados os coeficientes das reservas obrigatórias.

A contribuir para as decisões BNA está a taxa de inflação homóloga, que “continua a manter uma trajectória decrescente, bem como a evolução da base monetária, variável operacional da política monetária, que contraiu 6,36% em termos homólogos”.

O BNA avança, entretanto, que “continua a monitorar o nível da liquidez do sistema que vem apresentando uma tendência crescente”.

O CPM concluiu ainda que o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registou uma variação mensal de 1,39% em Outubro deste ano, inferior em 1,30 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior e uma variação homóloga de 18,04%, igualmente inferior à registada no mês anterior em 1,17 p.p.

Segundo o banco central, as províncias que apresentaram as maiores variações mensais foram o Bengo (2,09%), Zaire (1,95%) e Moxico (1,73%), tendo o Namibe (0,99%), Huambo (1,00%) e Bié (1,15%) registado as menores variações.

A classe dos vestuários e calçados foi a que registou maior variação mensal, na ordem dos 2,04%, no que diz respeito ao panorama geral do IPCN por classes.

Dados do BNA dão ainda conta que, entre Setembro e Outubro, foi transaccionado um fluxo total de 1,52 biliões de kwanzas no mercado monetário interbancário, representando uma diminuição de 18,33% para 342,14 milhões face ao período anterior.

A LUIBOR, a taxa de juro do mercado interbancário, na maturidade ‘overnight’, situou-se em 16,70%, o que representou uma diminuição face ao nível em que se encontrava no início do ano (17,77%).

Já o agregado monetário M2 em moeda nacional, que congrega a totalidade dos depósitos bancários em moeda nacional e as notas e moedas em poder do público, registou uma variação negativa de 116,04 mil milhões kwanzas em relação ao nível observado em Agosto de 2018, tendo passado de 4,37 biliões para 4,25 biliões em Outubro de 2018, evidenciando uma redução de 2,66%. “Nos últimos 12 meses, este indicador variou negativamente em 1,69%”, acentua o relatório do CPM.

Crédito em expansão

O BNA considera que, no mercado de crédito, em Outubro de 2018, observou-se uma expansão do crédito em moeda nacional de 2,04% em relação a Agosto de 2018.

Nos dois últimos meses, o BNA vendeu um total de 1,81 mil milhões de dólares aos bancos comerciais. “Em termos acumulados, vendeu-se o montante de 11,29 mil milhões de dólares, valor superior em 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado (10,75 mil milhões)”, apontou o CPM.

Dados da balança de pagamento indicam que a conta de bens foi superavitária nos dois últimos meses em 4,61 mil milhões de dólares, o que representou um aumento de 15,09%, face ao período homólogo de 2017, justificado, essencialmente, pelo aumento do valor das exportações em 15,16%, refere o banco central.

Quanto aos activos externos, contas do banco central apontam que as Reservas Internacionais Brutas (RIB) se situaram em 16,20 mil milhões de dólares, contra os 17,09 mil milhões registados em Agosto de 2018. “Em termos acumulados, as RIB registaram uma redução de 11,13%, o que corresponde a um grau de cobertura de importações de bens e serviços de 6,6 meses”, finalizou o CPM, que tem agendada a sua próxima reunião ordinária para 25 de Janeiro de 2019.

 

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