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BOLSA. CEO da Bodiva remarca data para abrir mercado de acções. E garante estarem criadas condições de exercício já no próximo ano, com a aprovação pelo parlamento, da lei de base das privatizações. Órgão fechou Setembro com total de negócios realizados em 2017.

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O segmento de mercado de acções da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) deve iniciar operações em 2019, quase quatro anos depois do previsto no cronograma de implementação dos vários mercados da bolsa, anunciou o presidente da comissão executiva do organismo, Patrício Bicudo Vilar.

O cronograma de implementação dos mercados na Bodiva, integrado na estratégia de actuação 2012-2017, da Comissão de Mercado de Capitais (CMC) previa o arranque do mercado de acções entre o primeiro trimestre de 2013 e o quarto trimestre de 2015 como datas de início e fim do processo.

Com a aprovação pelo parlamento da lei de base das privatizações, o CEO da Bodiva considera que o instrumento legal vai acelerar a concretização do início das operações, como previstas na estratégia de actuação em curso 2017-2022.

“Em 2019, há a projecção de se fazer em algumas privatizações. Se efectivamente isso acontecer, teremos todas as condições para começar o mercado de acções”, apontou, Patrício Vilar.

A agenda da CMC previa também a identificação de empresas para se financiarem através deste mercado. Questionado sobre o estado de preparação destas companhias, Patrício Vilar garantiu estarem criadas as condições para a capacitação dos agentes económicos.

“Hoje em dia, existem mecanismos nas bolsas que permitem encontrar investidores de sectores. Ou seja, não são investidores de carteira, mas podem, através das bolsas, através de um leilão, e através de uma negociação das acções em bloco, numa primeira fase, privilegiar-se apenas esses investidores de sectores. São investidores que já intervêm há anos no sector de actividade da empresa que vai ser privatizada” disse o gestor.

Para o CEO da Bodiva, os requisitos de organização corporativa, como relato e financeiro, podem, com a entrada de experientes investidores, ajudar as empresas. “E esses investidores, com certeza, e com a suas experiências de gestão, rapidamente conseguirão suprir essas falhas [de gestão], nomeadamente de relato, num prazo relativamente curto. Depois poderão dispersar o capital em oferta pública”, considera.

O gestor destacou a importância das privatizações pelo volume de capital que faz circular no circuito bolsista. “É importante porque, quando estamos a falar em empresas de referências, estamos a falar de volumes de capital que justificam a atracção dos investidores internacionais. Até eles [os investidores] chegarem, já outras empresas locais terão a oportunidade de se financiar, porque os investidores estarão aí. Não há nenhuma intenção de privatizar e depois fechar. É para continuar. E a intenção é essa”, explicou.

PROPEMA sem empresas

O processo de instituição do mercado de acções previa identificar e capacitar, através do Programa de Preparação de Empresas para o Mercado de Acções (Propema) para integrarem a bolsa. Patrício Vilar considera, entretanto, que nem todas as empresas desse grupo estão a ser contadas nesta 1.ª fase do projecto.

“Desde então até hoje, passou-se muito. Ou seja, o ambiente macroeconómico foi condicionando a actividade de muitas delas. Há empresas com as quais estamos a trabalhar hoje que não são necessariamente aquelas que mostram eventualmente o seu interesse”, disse Vilar.

Até Setembro do ano corrente, as contas do organismo já tinham registado a totalidade do volume de negócios realizado em todo o ano 2017, pelo que Patrício Vilar conta ter um 2018.

“Em Setembro, já tínhamos batido o volume de negócios alcançado em todo o ano 2017. O que significa que vamos fechar com volume bastante mais alto”, projectou.

 

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