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COMMODITY. Em termos de valores, reservas de ouro registaram um aumento de 14% devido à valorização da ‘cotação de mercado’. Na última variação, Angola passou das 593,1 para as actuas 592,1 onças.

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As reservas de ouro do BNA, em termos de volume, mantiveram-se estagnadas, em 2017, com as 592.901 onças (16,8 toneladas), alcançadas, pela primeira vez, em 2013, quando se registou uma redução desde as 593.124 onças de 2012. “A 31 de Dezembro de 2017 e 2016, o banco detém 592.901 onças de ouro a um preço médio de 1.258,5 dólares, sendo o seu valor de mercado nestas datas de 1.302,8 dólares e 1.147,5 dólares, respectivamente”, lê-se no relatório e contas do banco central, referente a 2017.

A tendência de estagnação da reserva de ouro é, no entanto, contrária à de aumento das reservas que se regista em algumas das principais economias. A imprensa internacional dá conta, por exemplo, que a Alemanha, nos últimos anos, tem de reservas mais de 300 toneladas de ouro e a Holanda cerca de 100 toneladas. A Turquia comprou 187 toneladas no ano passado e também retirou o ouro da Reserva Federal dos EUA.

O economista Precioso Domingos considera “compreensível” o cenário de estagnação das reservas em ouro, tendo em conta que a actual conjuntura económica “não dá margens para a acumulação de reservas”. “Se houvesse um ‘superavit’ confortável e um serviço da dívida controlável, foi sorte não nos termos desfeito das quantidades que temos e, provavelmente, por representarem um valor residual, menos de mil milhões de dólares”, argumenta.

Em termos de valor, registou-se um aumento de 14% para 128,1 mil milhões de kwanzas, justificado pela valorização da “cotação de mercado do ouro”, segundo o banco central.

O ouro representa 4% dos activos do BNA, dominado pelos títulos de dívida com 48% e os instrumentos do mercado monetário (depósito e equivalentes) com 36%, enquanto os outros investimentos representam 12%.

No documento, o BNA destaca a importância que as reservas de ouro tiveram para a redução da taxa de inflação na África do Sul. “A evolução positiva do rand, baseada na subida do preço do ouro, proporcionou a redução da taxa de inflação para 4,70% (menos 1,90 p.p. que em 2016), levando a que a Reserva Sul-Africana reduzisse a sua taxa de juro de referência em 0,25 p.p..”

A reserva de Angola, entretanto, não é referenciada nas estatísticas do World Gold Council, em que constam três países de língua oficial portuguesa com um total de 454,2 toneladas. Trata-se de Portugal com 382,5 toneladas; Brasil, com 67,3 toneladas

 

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