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SEGUROS. Companhia controlada pelos costa-marfinenses da Colina Participations fechou 2017 a ganhar. E anuncia lucros de 323,4 milhões de kwanzas. Avanço do volume de negócios ajudou nos proveitos, num ano em que o capital sobe para 2,5 mil milhões. Entidade alerta para risco do seguro agrícola em tempo de crise.

Paulo BraconsCEO da saham seguros 201807104912

O balanço financeiro de 2017 da Saham Angola Seguros registou lucros de 323,4 milhões de kwanzas, contra os 436,2 milhões de kwanzas negativos do período homólogo, de acordo com dados da companhia a que o VALOR teve acesso.

Depois de fechar com perdas em 2016, a companhia, detida maioritariamente pelos costa-marfinenses da Colina Participations ligados ao grupo Saham, anuncia resultados líquidos positivos, ajudados pelo crescimento do volume de negócios que avançou 19,2%, ao sair de 15,1 mil milhões de kwanzas para os 18 mil milhões até Dezembro do ano passado. “Pela nossa leitura, teremos aumentado a nossa quota de mercado”, considera Paulo Bracons, presidente do conselho de administração da entidade.

Apesar da recuperação nos resultados, a administração da seguradora queixa-se dos efeitos da crise, sobretudo ligados aos grandes projectos e obras públicas, além dos seguros de responsabilidades e ao retalho, com destaque para o automóvel.

“Na Saham Angola Seguros, o negócio foi afectado maioritariamente nos seguros de engenharia e obras, construção, responsabilidades, mas também no seguro automóvel. Em 2018, apesar de ligeira, estamos a sentir uma pequena retoma”, garante o PCA.

Para contornar o quadro, a companhia viu-se obrigada a determinar novas prioridades. “Procuramos ser mais selectivos na subscrição, em particular nos riscos de mais elevada sinistralidade e trabalhar de uma forma mais exigente – maior controlo nos custos - nas áreas de sinistros. É nos períodos de crise que a fraude tem tendência a aumentar”, sublinhou o responsável.

Crise atinge resseguro

Já nos contratos de resseguros, a estratégia passa por reter mais risco, aumentando o co-seguro, e renegociar contratos, “aproveitando ao máximo os pagamentos de sinistros para saldar as dívidas com os resseguradores”. Este quadro durou até Janeiro, mas a administração da Saham garante estarem reduzidas as pressões com as divisas, melhorias que atribuem ao Banco Nacional de Angola (BNA) pela alocação de moeda estrangeira.

Paulo Bracons admite, por outro lado, que tem recebido o apoio da Agência de Regulação e Supervisão do Seguros (ARSEG), assim como do BNA que, “na medida do possível, responde positivamente”.

“Apesar de não estarem a ser alocadas mais divisas à economia face ao ano anterior, é nossa percepção que as autoridades cambiais, por via dos leilões, estão a fazer uma mais eficiente alocação”, defende.

Seguro agrícola de fora

Paulo Bracons afasta a hipótese de a companhia vir a aplicar, ainda este ano ou no início do próximo o seguro agrícola, condicionando o lançamento do produto aos subsídios estatais. “Não vemos que o seguro agrícola seja uma solução, enquanto não for clarificado o papel do Estado neste seguro. Sem a existência de sistemas compensatórios por parte do Estado – e face aos constrangimentos orçamentais actuais, vemos esta solução com dificuldade em ser implementada – não haverá condições para um grande desenvolvimento deste seguro em Angola”, alerta.

 

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