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MICROCRÉDITO. Antiga unidade de microcrédito do BNI de Mário Palhares anuncia resultados líquidos positivos, depois de este gestor e seus pares largarem o negócio. É a primeira vez, desde 2012, que se conhecem contas dessa actividade. BNI mantém silêncio sobre o novo dono da Facilcred.

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As demonstrações financeiras da Facilcred, antiga unidade de microcrédito do Banco de Negócios Internacional (BNI), revelam lucros de 19 milhões de kwanzas, até Dezembro do ano passado, um avanço considerável de 1.256%, quando comparado com às margens de igual período anterior, de acordo com o balanço publicado na semana passada.

A ajudar para os resultados líquidos positivos do organismo estão as margens financeiras, que, nos 12 meses de 2017, avançaram 26,7%, ao saírem dos 63,3 milhões de kwanzas, para 80,2 milhões. A unidade de microcrédito foi instituída em Agosto de 2012, com um capital social de 300 milhões de kwanzas, e integrava o património do BNI, liderado pelo banqueiro Mário Palhares.

“Em 31 de Dezembro de 2016, o Grupo BNI alienou a totalidade da participação na Facilcred pelo valor de aquisição líquido de imparidade, não tendo sido reconhecido nenhum resultado no exercício de 2017”, anunciou a entidade, no preâmbulo do balanço de 2017 sem, no entanto, revelar a entidade compradora.

Além do avanço nos lucros, houve também melhoria nos activos da empresa que foi lançada com o objectivo de apoiar pequenos empreendedores, através dos produtos ‘fácil empreendedor’, ‘fácil consumo’, ‘fácil estudante’ e ‘fácil solidário’, com valores entre 50 mil e 25 milhões de kwanzas. O activo total cresceu 3,7%, ao sair de 292,7 milhões para os 303,7 milhões até Dezembro de 2017.

Património cai...

Com a venda da Facilcred e “intenção de venda” da sucursal BNI Europa (BNIE), conforme consta do balanço do grupo BNI, o banco reduz consideravelmente o seu investimento nas subsidiárias e associadas do sector financeiro e áreas conexas. Aliás, desde 2016 que o BNIE é considerado unidade operacional descontinuada, posição já assumida nas contas do ano passado.

“Decorrente da intenção de venda e início do respectivo processo de venda em Dezembro de 2016, o banco classificou a sua subsidiária BNI Europa desde o final do exercício de 2016 como unidade operacional descontinuada, encontrando-se apresentada a nível do balanço nas rubricas de activos não correntes detidos para venda e passivos não correntes detidos para venda e a nível da demonstração dos resultados em resultados de operações em descontinuação”, lê-se em nota anexada ao balanço.

Além de Mário Palhares, o BI tem entre os accionistas os herdeiros do falecido general João de Matos, a BGI, José Teodoro Garcia Boyol, além de Ivan Leite de Morais.

 

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