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BANCA. Gestor e segundo maior accionista do quinto maior banco em activos critica duramente o Estado pelas dívidas junto dos fornecedores. E faz relação entre essas dívidas e o aumento do malparado. Avisa que, se se mantiver o quadro, “a economia não avança”.

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O Estado não paga, desde Agosto do ano passado, facturas em atrasos de vários fornecedores de bens e serviços, arrastando os operadores para situação de pré-falência e atrasos nos compromissos de crédito junto da banca comercial, de acordo com o presidente do Banco BIC, Fernando Teles.

A situação, segundo o gestor, tem concorrido para o registo de créditos vencidos ou malparados.

“Temos de nos lembrar que, desde Agosto do ano passado, não são pagas as facturas aos fornecedores do Estado. E temos de pagar aos fornecedores do Estado não só para haver mais um bocadinho de liquidez na banca. É para haver criação de empregos. Hoje, há muitos jovens, no país, desesperados à procura de emprego. As empresas estão a despedir pessoas”, apontou, quando analisava, recentemente, a relação entre os atrasados do Estado e o crédito malparado.

As contas de 2017 do BIC fecharam com um malparado à volta de 200 milhões de dólares, no ano em que os lucros cresceram apenas 1,7% para 205,4 milhões de dólares (34.253 milhões de kwanzas).

O actual quadro tem levado os bancos a apertarem na forma como os créditos são concedidos. “Temos de dar créditos às empresas que depois têm retornos. Mas não vou conceder crédito, quer aos meus clientes, quer aos meus accionistas, para depois gerar malparado. Por isso tenho de procurar conceder crédito a sectores de actividades que sejam rentáveis. Mas o Estado também tem de começar a pagar um bocadinho”, argumentou.

O volume de crédito do BIC registou, em 2017, um corte de 3,9% para 5.788 milhões de dólares (965.186 milhões kz), dos quais o equivalente a 2,5 mil milhões USD para o Estado, enquanto as empresas e particulares repartiram os restantes 2,3 mil milhões.

Render crédito e poupar cambiais…

O gestor aproveitou para sugerir aos empresários a investirem na produção nacional, por entender ser “a solução” para dar rentabilidade ao crédito e poupar divisas. O mesmo mecanismo que, na sua opinião, “pouparia recursos em divisas”. “Essas pessoas também têm de contribuir para a produção nacional. A forma de darmos a volta e sermos um país normal é obrigar os empresários [a isso], ou então têm que pagar mais taxas ao Estado. Se não fizermos isso, vamos ter dificuldades. O petróleo não vai estar sempre ao preço que está”, alertou.

Questionado sobre a predominância do crédito ao comércio face aos demais sectores, o presidente do BIC apontou que não é o comércio o único sector de aplicação dos recursos que vão para o crédito. Deu exemplo da construção civil, petróleos e agricultura como áreas em que também já foram alocados recursos do banco por via do crédito.

Fernando Teles estimou em quase 300 milhões de dólares o crédito destino a projectos agrícolas, o que corresponde a 12% da carteira.

 

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