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PREVISÕES. Estudo independente da entidade bancária enraizada na África do Sul projecta crescimento da riqueza nacional mais moderado. Quando o Governo projecta recolher quase 5%, economista do SBA corta o entusiasmo oficial e antevê um PIB moderado de 1,2%.

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A riqueza nacional bruta deverá crescer este ano apenas 1,2%, menos 3,7% pontos percentuais (PP) do que os 4,9% previsto pelo Ministério das Finanças e pela equipa económica do Governo que preparou o Orçamento Geral de Estado (OGE) deste ano, de acordo com uma projecção independente do Standard Bank Angola (SBA), divulgada no fim da semana passada.

Apesar do corte no PIB, o estudo considera que as reformas seguidas por João Lourenço podem ajudar no relançamento da economia, apontando as novas políticas cambiais do banco central, a descentralização da administração pública – através da criação das autarquias – além da redução dos altos índices de inflação.

“Há uma melhoria de indicadores macroeconómicos que permitem perspectivar que o país começa a crescer outra vez”, disse Fáusio Mussá, economista do Standard Bank, a quem coube a apresentação do estudo, quando se referia à queda da inflação de 42%, em 2016, para menos de 20% este mês.

Para Fáusio Mussá, que saudou as políticas do Governo, a última emissão de títulos de dívida soberana nos mercados internacionais, também designado eurobonds, vai deixar o mercado nacional “mais confortável”. “A emissão de eurobonds foi um ponto crítico para melhorar a confiança, mesmo que, do ponto de vista da economia doméstica, os resultados ainda não se façam sentir”, lembrou o quadro do SBA de origem moçambicana, ao falar sobre os investidores internacionais.

A entidade bancária, presente em Angola desde finais de 2005, classifica as projecções como independentes e assegura que “é um hábito” partilhar esses dados com o mercado. “Esta é uma análise independente do que tem estado a acontecer em Angola. Acreditamos que o país está a dar passos firmes para retomar a actividade económica”, sublinhou o economista, que responde pelos mercados de Angola e Moçambique.

Entre os pontos avançados pelo especialista, constam as recentes políticas cambiais, que deixaram o mercado nacional mais “confortável”, a melhoria nas receitas de exportação e ainda o sucesso na emissão de eurobonds.

SBA sugere crescimento inclusivo

Das sugestões ao Governo, Fraugio Mussá destacou a adopção de um modelo de “crescimento mais inclusivo” e com investimentos em sectores “com uma grande capacidade de gerar mão-de-obra”. “O sector dos recursos naturais tem uma característica típica. Primeiro, é de capital intensivo, emprega muito menos mão-de-obra do que muitos sectores da economia, segundo, é muito sujeito a volatilidade dos preços no mercado mundial e, sem dúvida, que está na altura de Angola fazer um esforço adicional para transformar a sua economia”, aconselha.

Para o Standard Bank de Angola, o recente anúncio do FMI de que está disposto a apoiar as reformas no país também “emite um grande sinal de confiança para o mercado”.

No evento que se pretende trimestral, estiveram ainda representantes de instituições públicas como o Banco Nacional de Angola (BNA), o Ministério das Finanças (MINFIN) e a Sonangol.

 

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