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CRÉDITO. Banco de Carlos Silva anda atrás de clientes com dívidas que desligaram os telefones e mudaram de endereços. Até mesmo as contas domiciliadas deixaram de movimentar. Banco não revela montantes em dívida, quando já carrega 5,1% de malparado de 2016. Próximo passo poderá ser o tribunal.

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Um grupo de 107 clientes do Banco Millennium Atlântico (BMA), constituídos por empresas e particulares, está a ser convocado para a resolução de dívidas junto da entidade, depois de vários meses incontactáveis e sem movimentarem contas nas várias agências, onde contraíram os empréstimos.

Através da direcção de recuperação de crédito, o banco fez sair uma nota, intitulada ‘pedido de comparência’, no ‘Jornal de Angola’, a expor a identidade dos visados, desde nomes completos, número de passaporte ou do bilhete de identidade, além do número de identificação fiscal (NIF) para as empresas.

O VALOR contactou o gabinete de comunicação institucional do BMA para junto da direcção de recuperação de crédito conferir a situação dos clientes, o volume de dívidas e possíveis desfechos, mas, até ao fecho desta edição, não obteve respostas.

Fonte da administração do banco justificou que a exposição dos clientes na imprensa é a “penúltima fase do processo de contacto com os devedores”, após várias tentativas mal sucedidas por telefone, pelo endereço de residência ou por fax. “Os bancos chegam a este estágio porque a grande maioria dos clientes fica incontactável. Desligam os telefones e mudam de endereço. Alguns deixam mesmo de fazer movimentos de contas nos bancos em que têm créditos. Deviam saber que o banco pede comparência para renegociar novas modalidades de pagamento”, esclarece a fonte.

Um outro quadro sénior da instituição lamenta que “a Central de Risco de Crédito (CIRC) não funcione para esses casos”, apontando os tribunais como a fase seguinte destes processos. “Quando o banco não consegue apanhar um cliente, mesmo após o anúncio no jornal, aplica-se o contencioso. Vai-se a tribunal, e, dependendo das garantias apresentadas, o tribunal decide, na grande maioria, pela execução das garantias.”

Contrato avisa exposição

A exposição pela imprensa está igualmente prevista e regulamentada nos contratos de crédito. “Caso os mutuários entrem em mora e não seja possível contactá-los, através das moradas referidas no contrato, estes autorizam, desde já, o banco a notificá-los para comparecerem nos seus escritórios através de publicação no jornal diário mais lido, considerando-se, para todos os efeitos, a notificação efectuada no dia útil posterior ao da respectiva publicação”, lê-se, por exemplo, no contrato de crédito de vários bancos, disponíveis nos respectivos ‘websites’.

Nova dívida segue malparado

O histórico de crédito vencido – empréstimos em situação de incumprimento no pagamento ou cujos prazos de amortização não foram respeitados – da instituição fixa a taxa em 5,1% entre Janeiro e Dezembro de 2016, primeiro ano de exercício financeiro completo do banco que inaugurou o ciclo de fusões em Angola.

O BMA resulta da integração entre os extintos Privado Atlântico e o Millennium Angola e detém cerca de 115 mil milhões de kwanzas de fundos próprios e uma carteira de clientes acima de um milhão, de acordo com dados do último balanço consolidado do banco disponível na sua página na internet.

 

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