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RESULTADOS. Situação operacional do banco está condicionada a vários projectos e ao suporte financeiro dos accionistas. Alerta vem dos peritos auditores da Deloitte que dão nota negativa ao balanço de 2017 por violação às regras de contabilidade. Património do banco engorda, mas cai 90% nos lucros o que mancha todo o exercício financeiro.

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O Banco Angolano de Investimento (BAI) e os norte-americanos da CDS-Chevron Texaco devem fazer um aumento no capital do BAI Micro Finança (BMF), instituição bancária em que ambos dividem participações, devido ao risco operacional com que se debate a entidade desde 2016.

A conclusão é dos peritos auditores independentes da Deloitte, que, em nota anexada ao balanço de 2017, chamam a atenção para a implementação de um processo de reestruturação do banco e para a manutenção do suporte financeiro dos accionistas ao BMF.

Ainda que o banco conclua o processo de reestruturação, cujo ‘dossier’ já deu entrada no Banco Nacional de Angola (BNA), ficará ainda a depender do sucesso das operações futuras, assim como dos efeitos da reestruturação. “A capacidade do banco para continuar as suas operações depende da concretização do plano de reestruturação, do sucesso das operações futuras e da manutenção do suporte financeiro dos seus accionistas”, alertam os auditores, que se queixam da impossibilidade de “validar as asserções do conselho de administração” do BMF.

No mesmo parecer, dão ainda nota negativa pelo incumprimento das regras de contabilidade internacional, designadamente a IAS 29. Segundo a Deloitte, as demonstrações financeiras “não incluem um conjunto de divulgações exigidas pela norma IFRS7”, pressupostos técnicos em que já caíram outros bancos.

Por seu turno, o conselho fiscal do banco entende que a elaboração das contas e das respectivas demonstrações financeiras “foram reportadas de acordo com as normas internacionais”, na sequência da publicação do aviso nº6/2016, de 22 de Junho, do banco central.

“O conselho fiscal acompanhou actividade desenvolvida pelo banco durante o exercício económico, procedeu ao exame das demonstrações financeiras e obteve todas as informações e esclarecimentos que se julgaram pertinentes, incluindo as diligências formais no que se refere ao modelo de governação adoptado, além de observar os demais procedimento tidos como indispensáveis”, contrapõem os quadros do BMF, em nota anexada ao balanço.

Apesar disto, ponderam a implementação das recomendações e dos projectos de reestruturação do banco. O conselho fiscal garante que o BMF deve continuar a fazer “reforço e continuidade das políticas de gestão prudentes, dada a conjuntura macroeconómica actual e às limitações do mercado em liquidez e do acesso condicionado às divisas”.

Também deverá continuar a consolidação dos aspectos com o ‘corporate governance’ e controlo interno (particularmente na área do crédito), tendo em conta o estabelecido no aviso nº1/2013, de 23 de Março e nº 23/2013, de 19 de Abril do BNA.

Lucros afundam 90%

Só em 2017, as contas da entidade registaram uma queda de quase 90%. De Janeiro a Dezembro, os resultados líquidos ficaram avaliados em 314,7 milhões de kwanzas, quando, em igual período anterior, a contabilidade inscreveu no balanço 3.034,3 milhões de kwanzas.

A contribuir para a queda nos lucros está a redução da actividade do banco, sobretudo pela interrupção do crédito, um dos seus principais negócios, procedimento que se verificou ao longo de todo o ano. “A actividade do Banco BAI Micro Finança relativamente ao exercício económico de 2017 (em consonância com o que foi 2016), embora respeitando o pressuposto da continuidade das operações, caracterizou-se por uma gestão condicionada e limitada no âmbito do desenvolvimento da sua actividade comercial, não tendo havido novas operações de crédito registadas durante o ano”, admite o conselho fiscal.

Activos engordam

Apesar da redução da actuação ao longo de 2017, o banco registou um crescimento do seu património, com aumento do activo em 8,7%, ao sair de 8.095,8 milhões de kwanzas, em 2016, para 8.808,0 milhões até Dezembro do ano passado.

Até 31 de Dezembro, integravam a estrutura accionista o BAI, que detinha 90,3% do capital, a CDS-Chevron Texaco Sustainable Development, com 3,53%, e outros investidores não nomeados na folha de órgãos sociais da entidade disponível no seu ‘website’.

 

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