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MERCADO CAMBIAL. Mapa de venda de divisas do banco central revela que, desde Janeiro, só foram leiloados 2.842,1 milhões de euros, quando, em igual período, tinha sido disponibilizado quase o dobro. Apesar da redução, empresários saúdam as novas regras no rateio das divisas.

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Os leilões de divisas do Banco Nacional de Angola (BNA) disponibilizaram, de Janeiro a Abril, 2.842,1 milhões de euros, representando uma queda de 46,8% face aos 5.344,6 de igual período do ano passado, altura em que o banco central tinha como governador Valter Filipe da Silva.

Apesar da redução, José de Lima Massano defende que, desde há algum tempo, “nunca foi tão fácil aceder a divisas”. “Estamos satisfeitos com o que sucedeu até aqui, porque o acesso à moeda estrangeira está mais aberto, generalizou-se a mais empresas, algumas delas já não tinham acesso à moeda há muitos meses, anos mesmo, e agora conseguem fazer transacções”, regozijou-se Massano, à saída do Parlamento, no debate sobre a lei de repatriamento de capitais. Elogiou assim a eficácia do seu modelo de estabilização monetária e cambial, iniciado em Janeiro deste ano, e que substituiu os modelos dos seus antecessores Valter Filipe da Silva e José Pedro de Morais.

Associações e gestores empresariais subscrevem a afirmação do governador e apontam, como razão da melhoria, a alteração do modelo que se resumiu na substituição da venda dirigida, que tinha os ministérios como os decisores de quem recebia divisas, o BNA como ‘caixa’ e os bancos como simples intermediários.

Para José Severino, líder da AIA (Associação Industrial de Angola), os mecanismos anteriores “eram muito centralizados, além de afastarem o contacto dos operadores” com a banca. “Até a autoridade do banco central estava em causa com esse método”, considera.

“Era uma situação que nos desagradava e que, muitas vezes, foi por nós, em determinadas concertações sociais, muito criticada. Entendia-se que a economia estava em choque e foi necessária a paciência e depois argumentarmos para a mudança. Somos paladinos da mudança”, defende o presidente da AIA, que critica o mecanismo anterior por “arrastar a economia para uma situação extremamente difícil”. “Só funcionava aquilo que era prioritário. As pequenas e médias empresas, mesmo as de fora de Luanda, com prioridade localizadas, não tinham acesso às divisas”, remata.

Pequenas melhorias e expectativas positivas

Opinião semelhante tem Yudo Borges, administrador do grupo detentor das empresas Ango-Verde, vendedora de produtos agrários, Fazenda Jamba e uma de lacticínios. “Na Ango-Verde, temos estado a fazer pequenas transferências e, por acaso, têm estado a sair, mas grandes valores ainda não”, confirma o empresário, que, há uns meses, se queixava do acesso dificultado nos recursos em moeda estrangeira.

Também o empresário Rui Santos, patrão da Sistec, empresa do sector das TIC, elogia a funcionalidade do novo mecanismo de distribuição de divisas e revela ter recebido dos bancos a garantia de que, até Junho, haveria a normalização dos processos de distribuição de recursos em moeda estrangeira.

“Ainda não começámos a sentir o efeito prático. Os indicadores que temos é que há uma lista de processos pendentes que estão a ser executados. E temos estado a executar esses processos pendentes”, sublinha Rui Santos.

Para o presidente da Sistec, o novo modelo de distribuição de divisas “está mais claro”, o que permite às empresas criarem “estratégias, fazer planos, planificações e pagamentos ao exterior, coisa que, anteriormente, era uma incógnita”.

 

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