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BANCA. Balanço do banco referente a 2017 só deverá ser conhecido em finais de Maio. Presidente do banco justifica com avaliação às contas pelo auditor. Ainda que banco decida apresentar contas na próxima semana, já se encontra fora do prazo. E arrisca-se a multa e a outras penalizações pelo banco central, tal como o BANC e BCH.

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As contas de balanço do Banco Económico e as respectivas demonstrações de resultados, referentes ao exercício financeiro do ano passado, só devem ser tornadas públicas no fim deste mês, violando regras do Banco Nacional de Angola (BNA) que obriga à divulgação de contas até 30 de Abril de cada ano.

De acordo com o banco, as contas estão ainda a ser analisadas pelo auditor, no entanto, a instituição não especifica se são independentes ou peritos da contabilidade diária da instituição. “Tendo em conta que está a decorrer a fase final de auditoria, o resultado auditado do ano deverá ser conhecido no final de Maio”, garantiu ao VALOR o presidente da comissão executiva da instituição bancária, Sanjay Bhasin.

O artigo 4.º do aviso 15/07, de 12 de Setembro do BNA, obriga a que as instituições bancárias publiquem as contas e respectivas demonstrações financeiras até 30 de Abril do ano seguinte no Diário da República e em jornal de grande circulação ou na internet, com acesso generalizado e gratuito.

Até hoje, segunda-feira, 14, já são conhecidas as contas de balanços consolidadas dos bancos BFA, BAI, Sol, Prestígio e BIC, acompanhadas com os respectivos pareceres dos auditores independentes.

Não é a primeira vez que o Banco Económico se atrasa na apresentação das contas de balanço. Depois da sua constituição em Agosto de 2014, com a liquidação do Banco Espírito Santo (BESA), a entidade ficou dois anos sem apresentar resultados, sendo que as contas só foram tornadas públicas em meados de 2016.

Até 31 de Dezembro desse ano, as contas do banco registavam um prejuízo de 4,3 mil milhões de kwanzas, motivado “fundamentalmente pelo efeito adverso do aumento do custo de financiamento junto do BNA”, de acordo com o banco, no relatório de balanço do período.À semelhança do Económico, estão os bancos Angolano de Negócios e Comércio (BANC) e o Comercial do Huambo (BCH), que prevêem, este ano, divulgar as contas de balanço referentes a 2017 apenas depois do período regulamentar.

Nos casos do BANC e BCH, as reuniões de accionistas estão agendadas apenas para este mês. Do BANC para 31 de Maio, precisamente um mês depois do imposto pelo BNA, e a do BCH estava previsto para 8 de Maio, ultrapassando o prazo de uma semana.

Os bancos arriscam-se a multas que variam entre os 150 mil kwanzas e os 150 milhões de kwanzas, medidas previstas nas alíneas d) e e), do artigo 151.º, da lei de base das instituições financeiras (LBIF).

Aposta na conta poupança

Em resposta ao VALOR, o PCE do Banco Económico não avança, nem em estimativa, em quanto pode fechar de lucros líquidos, mas o balanço, para já, prevê que a taxa de crédito malparado não ultrapasse os 7%.

O Banco Económico também antevê que o crédito concedido no ano passado cresça apenas em 3% face a igual período anterior.

“A concessão de novo crédito encontra-se bastante limitada em face do elevado nível de taxas de juro de mercado e do ciclo económico desafiante, que tem restringido as empresas e as famílias na realização de novos investimentos. Ainda assim, o Banco Económico apresenta um crescimento de 3% no crédito concedido em 2017. No que respeita ao rácio de crédito em incumprimento, o mesmo deve fixar-se em 7% no final de 2017”, resume Sanjay Bhasin. A administração da instituição admite o atraso e garante ter informado “atempadamente” o regulamento.

As operações do banco têm-se caracterizado, nos últimos anos, por um aumento dos serviços de poupança. Ao VALOR, já chegaram várias notas do banco a anunciar o lançamento de serviços dessa natureza.

Sanjay Bhasin defende que o serviço“faz parte do regular desenvolvimento da oferta do Banco Económico, tal como ocorre com outra natureza de produtos e serviços”. E dá o exemplo dos serviços digitais, nomeadamente ‘internet banking’ e o ‘mobile banking’, como outras apostas da instituição.

No balanço de 2017, o banco projecta um volume de depósitos de 652 mil milhões de kwanzas, período em que “não se encontra prevista distribuição de lucros aos accionistas”, conforme ficou definido pelo plano de negócios da entidade.

 

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