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SEGUROS. Balanço da seguradora deve inscrever um recuo nos lucros de 10% face a 2016. Gestão explica com crise económica e com a redução das apólices. Só as receitas resistem à crise e engordam 12%. Entidade destaca avaliação positiva da Standard & Poor’s.

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Os lucros da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA) fecharam 2017 a recuar 10%, empurrados essencialmente pela crise económica e pela diminuição das apólices de seguro, revelou, ao VALOR, o presidente do conselho administração, Manuel Gonçalves.

Apesar desta queda em relação a 2016, o gestor considera “positivo” o desempenho da empresa, que se manteve “em linha com o crescimento médio prognosticado” nos últimos anos. “Se no ano anterior tivemos um crescimento de 43%, que foi extraordinário, se tivermos em conta a situação de crise que vivemos, ter um decréscimo de 10% é muito bom”, afirma o gestor.

A contas de 2016 registaram lucros de mil milhões de kwanzas, face aos 705 milhões de kwanzas de igual período anterior.

A justificar o recuo nos lucros de 2017 está ainda a diminuição das apólices decorrente do desaparecimento de empresas e a redução de postos de trabalho, aliados à queda de bens seguráveis.

Só os prémios brutos emitidos escaparam ao impacto da crise. Até 31 de Dezembro, as receitas avançaram 12%, ou seja, 42 mil milhões de kwanzas, margens que, segundo a gestão, estão igualmente “em linha” com as projecções anuais da seguradora até 2020.

O seguro de saúde foi o produto que mais contribuiu para as receitas, com um contributo de 40%, do conjunto de 41 produtos da seguradora. Depois, seguem-se os acidentes de trabalho, automóvel, aéreo e responsabilidade civil. “O seguro de saúde funciona como retenção de trabalhadores dentro das empresas. É muito difícil, hoje, as empresas serem competitivas no mercado, com bons quadros, se não integrarem a remuneração um pacote de seguros de saúde”, explica o gestor.

Manuel Gonçalves não deu detalhes de como se comportaram outros produtos, mas promete, para breve, a apresentação das contas consolidadas da ENSA.

S&P distingue ENSA

A ENSA sujeitou-se a uma avaliação de ‘rating’, sendo a única num grupo de mais 100 empresas públicas ou de capitais públicos. A classificação positiva foi dada pela agência Standard & Poor’s (S&P), que mediu a consolidação, eficiência e aproximação da empresa aos clientes. “E isto mostra bem o percurso que tivemos, a consolidação que tivemos, os níveis de eficiência, a nossa aproximação ao cliente e a cultura diferente que conseguimos conquistar dentro da nossa organização”, regozija-se Manuel Gonçalves.

 

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