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BANCA. Primeiros quatro anos de operação foram de prejuízos. Lucros iniciaram em 2015, mas só em 2017, o banco mais do que duplicou ganhos. Há quase dois anos que o banco não assume empresários da Inpal na estrutura. Nem explica razões.

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O conselho de administração do Standard Bank Angola (SBA) anunciou lucros de 17 mil milhões de kwanzas, um avanço de 116% face às margens de igual período anterior, em que o banco registou ganhos de sete mil milhões de kwanzas.

De acordo com o resumo das contas, a que o VALOR teve acesso, o crescimento de 73% das margens financeiras e a evolução em 53% do produto bancário ajudaram no avanço dos ganhos, além da “capacidade de manutenção e crescimento do nível de depósitos durante grande parte do ano” e da liquidez.

O crescimento de 116% dos lucros representa o maior avanço no negócio do banco desde que se instalou em Luanda, em 2011, quando fechou o exercício financeiro com 7.926 milhões de dólares de resultados líquidos negativos. De resto, os primeiros anos de operação do banco em Luanda ficaram registados com prejuízos.

A entidade gerida por António Coutinho reconhece que, no último trimestre de 2017, o banco teve uma redução dos depósitos, situação justificada pelo “comportamento dos clientes”, que utilizaram a sua liquidez em kwanzas para a aquisição de dívida pública (maioritariamente indexada ao dólar). Segundo o banco, o objectivo era proteger os recursos contra a desvalorização da moeda nacional.

“Esta redução no nível de depósitos é compensada pelo crescimento do saldo de títulos indexados sob custódia do banco, que apresentou um aumento de 116% quando comparado ao ano anterior, situando-se nos 232 milhões de kwanzas”, sublinha o banco.

Admite que, embora o crédito líquido tenha decrescido 30% face a 2016, “a rentabilidade dos activos aumentou de 2% para 5%, reflectindo uma melhoria na ‘performance’ do Standard Bank”. “Importa também destacar a manutenção ao nível da qualidade da carteira de crédito, que manteve o rácio de crédito em incumprimento a 5%”, lê-se na nota do banco.

Este é o segundo ano, desde 2016, que o banco continua a manter o grupo AAA na estrutura accionista do banco, apesar de a entidade gerida por São Vicente já ter admitido, ao VALOR, a alienação da sua participação.

O Standard Bank de Angola iniciou as suas operações no país em 2010, depois de mais de três anos a funcionar como escritório de representação, período tido também como de negociações com parceiros locais para a satisfação dos então 49% de participação obrigatoriamente nacional. As AAA adquiririam a sua participação que, entretanto, detinham, apenas em 2012.

As negociações para a venda da participação das AAA vêm de há algum tempo. Em 2013, o banco anunciou, no seu relatório de contas, que ‘AAA Activos Lda’ se encontrava no processo de transferir a sua participação para um novo accionista, o qual iria também subscrever o aumento de capital que a realizaria em 2014. E, apesar de as AAA terem admitido já o recebimento dos valores da nova entidade, até hoje não sabe o desfecho da operação.

 

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