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DIVISAS. Mais da metade dos 50 milhões de euros vendidos na semana passada foram despachados para seis bancos. Do grupo, destacam-se os bancos Económico e o BIC, com maiores fatias individuais. Banco Yetu é o que menos recebeu. É a primeira vez que o BNA revela nomes dos beneficiários após a queda de Valter Filipe.

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Os bancos Económico e BIC foram os maiores beneficiários individuais do último leilão de divisas do Banco Nacional de Angola (BNA), ao levarem para ‘casa’, 6,3 milhões e 6,2 milhões de euros, de um total de 50 milhões para 17 bancos, de acordo com o relatório de vendas semanais do banco central. Numa lista dos seis maiores beneficiários, aparecem a seguir o BPC, com 6,2 milhões, o Banco Comercial do Huambo (5,4 milhões), o BAI (4,5 milhões) e o BFA, que fecha o ‘top’ dos bancos mais assistidos, com 4,2 milhões euros.

O Banco Económico é participado em 39,7% pela Sonangol e mais três entidades privadas, que partilham a parte restante do capital. Já o BIC é suportado, entre outros, pela empresária Isabel dos Santos e pelo banqueiro Fernando Teles, com 25% cada um, e várias outras organizações, entre sociedade de participações financeiras e particulares.

Dos 17 participantes do leilão, integram ainda o Banco Comercial Angolano (BCA), com 3,4 milhões, o Banco de Comércio e Indústria (BCI), com três milhões, o Caixa Angola (1,9 milhões), o Keve, que leva 1,8 milhões de euros, e Kwanza Invest, liderado por Jean Claude Bastos de Morais, com 1,5 milhões, e a sucursal angolana do VTB, que encaixou 1,3 milhões.

A lista do último rateio de divisas fecha com mais cinco bancos. Neste grupo, consta o Standard Bank Angola (SBA), com um milhão de euros, seguido pelo Banco Valor, com um milhão, o Fini Banco (800 mil) e o Banco Sol (612 mil). Segundo o relatório, o banco do deputado do MPLA Elias Piedoso Chimuco é o que menos dinheiro recebeu, ao absorver, do leilão, apenas 500.000 euros.

Esta é primeira vez, este ano e desde o afastamento de Valter Filipe do BNA, que o banco central publica o nome de entidades beneficiárias das divisas, depois de várias pressões dos empresários e de gestores da banca. A decisão segue uma directiva do Departamento de Mercados de Activos do banco central, anunciada em finais do ano passado, em que o BNA antecipava o lançamento de novos critérios para a venda de cambiais para a cobertura de viagens, ajuda familiar, cartões internacionais, entre outros.

Além da necessidade de se conferir maior transparência ao processo de vendas das divisas, o regulador justifica ainda a medida com a “necessidade de se ajustar a metodologia de atribuição de divisas aos bancos comerciais nas sessões de venda, enquanto não é reposto o sistema de leilões”.

A directiva estabelece que, além do montante mínimo que caberá a cada um dos bancos, o ‘plafond’ restante será atribuído “em função da quota de mercado do segmento de particulares de cada um dos bancos”.

A “quota de mercado resulta da soma do valor dos depósitos e crédito líquido de provisões atribuíveis ao segmento de particulares em moeda nacional e estrangeira de cada banco pelo total de depósitos e crédito líquido de provisões do mercado para esse segmento e é calculada utilizando os dados de fecho contabilístico do mês precedente”.

Face à escassez de divisas, os novos critérios adoptados pelo BNA têm, como objectivo, “conferir maior transparência ao processo e previsibilidade aos bancos bem como reconhecer o esforço de captação e de concessão de crédito particulares”, indica o documento.

 

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