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PARTICIPAÇÕES. Banco recebeu ‘nota 10’ do accionista pela distribuição regular de dividendos, face aos demais partipados pela Sonangol. Petrolífera não diz qual dá mais prejuízo, mas já avisou que vai cortar no investimento.

Banco BAI

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) é a participada da Sonangol, no segmento bancário, que mais distribui lucros, quando comparado aos demais bancos comerciais em que a operadora detém parcipações, revelou o presidente da petrolífera pública, Carlos Saturnino.

De acordo com o responsável, que balanceava os primeiros 100 dias à frente da empresa, na semana passada, os investimentos da Sonangol estão a “corroer-se” nos bancos comerciais, apesar de não especificar quanto deixou de entrar para os cofres da maior empresa angolana, com origens nestas participações.

Actualmente, a Sonangol participa em cinco bancos angolanos, o Banco Económico, com 39,7%; Banco Angolano de Investimentos (BAI), com 8,5%; o Caixa Angola (25%); Millennium Atlântico (29,9%) e Banco de Comércio e Indústria (BCI), com 1,1%. Apesar da “corrosão” dos investimentos nestes bancos, Carlos Saturnino prefere “olhar mais para o BAI”, por ser a entidade que, “regulamermente, dá lucros”, no grupo dos cinco participados. Mas justificou a situação dos bancos Económico, Caixa Angola, BCI e Atlântico com o tempo e o ambiente económico em que a petrolífera entrou no negócio.

“Não estou em condições de afirmar, com números, qual é o que dá mais problemas à Sonangol. Não estou em condições de afirmar qual é o melhor banco para a Sonangol neste momento. Se olhar para os dividendos, olharia mais para o BAI”, avaliou o gestor, quando abordou, caso a caso, a origem dos dividendos e de que banco vinham as maiores corrosões dos investimentos da petrolífera.

“É difícil dizer, porque os bancos comerciais em que a Sonangol investiu são diferentes em termos de capacidade bancária (produto bancário, crédito). A percentagem da Sonangol em cada banco não é uniforme, não é a mesma (...). De maneira que falar qual o banco em que temos maior corrosão é um bocado difícil”, afirmou.

De Janeiro a Dezembro de 2016, o BAI atingiu o maior resultado líquido da sua história, ao encaixar 49,7 mil milhões de kwanzas, além de fechar o exercício com os activos a crescerem 25% para 1.365.685 milhões, marcas que elevaram o banco para o segundo lugar no top das cinco maiores entidades bancárias, medidas por activos e lucros.

GOVERNO DECIDE

Uma estratégia da Sonangol, e que deve ser discutida com o Governo, vai decidir com qual dos negócios bancários a petrolífera estatal deve ficar. Segundo Carlos Saturnino, o objectivo é reduzir custos de estrutura. “Os investimentos [da Sonangol] são corroídos pelos investimentos que tem em cada uma dessas participadas, em vez de criarem sinergia, ou arranjarem complementariedade. Temos de ter uma estratégia para a banca comercial”, sublinhou Saturnino, na mesma altura que levantava a possibilidade de alienar as acções da petrolífera na banca comercial nacional a privados.

Carlos Saturnino considera que há investimentos que “não são necessários” para a Sonangol, apontando a alienção ou concentração como válvula de escape. “Está a ser feita uma análise de todas as participadas sem excepção, para determinar quais são aquelas que continuarão a existir, aquelas que terão uma percentagem maior, ou uma percentagem menor”, anunciou o gestor.

Lucros ditam investimento Para a Sonangol, a continuidade num negócio, fora do seu ‘core business’, fica dependente do retorno do investimento. Ou seja, “a petrolífera vai fazer uma análise de cada banco, o nível de participação, o valor do banco e o rendimento que esse banco tem dado ou pode dar à Sonangol”, além das “sinergias que podem ser criadas com cada uma dessas participações em relação ao negócio do ‘upstream’, ou negócio da Sonangol no geral”, explica o gestor, acrescentando que, só à posteriori, será proposta a forma de alienação.

Ou seja, “escolher onde é que a Sonangol ficaria, porque o montante envolvido nesses bancos hoje é muito grande”. E só estamos a falar de Angola. Também temos investimentos na banca fora de Angola”, insiste Saturnino.

O Banco Económico e o Caixa Angola são as entidades em que a Sonangol detém maior participação, apesar de contribuírem menos para os dividendos, situação que Carlos Saturnino justificou com a dimensão de cada banco e o tempo de investimentos da petrolífera.

 

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