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BANCA. A partir de 24 de Fevereiro, famílias passam a ter apenas o equivalente a 100 dólares por mês para gastar em hospedagem, consultas médicas ou lazer no exterior. Medida foi anunciada pelos bancos no início do ano, com argumento da crise cambial. Angolanos no estrangeiro já protestaram.

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A medida que reduz para apenas 20 mil kwanzas o limite de utilização no estrangeiro dos cartões Visa, anunciada inicialmente pelo Banco de Fomento Angola (BFA) e pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), deve entrar em vigor já esta semana, de acordo com um anúncio dos bancos publicados nos seus portais de internet.

Com esta medida, as famílias e os empresários passam a dispor apenas de um valor equivalente a 100 dólares mensais para pagar despesas com saúde, moradias, bens e serviços ou lazer, medida que já arrancou de angolanos no estrangeiro vários gritos de protestos.

Em recente reportagem do VALOR, num dos pontos comerciais da cidade de São Paulo, Brasil, vários comerciantes angolanos consideraram que a decisão reduziria o fluxo de negócio entre Luanda e São Paulo, nos vários ramos, bem como afectar ao modo de vida de várias famílias a residir temporariamente no estrangeiro.

Pelas contas desses angolanos, da saúde ao comércio de bens e serviços, haveria prejuízos. Apontaram, por exemplo, que, com o equivalente a 100 dólares, nem o aluguer de um quarto consegueriam pagar, já que as contas para esse tipo de cómodo rondam os 400 reais (124,284 dólares, ao câmbio actual).

Esta medida foi anunciada inicialmente pelo BFA e o BPC. Mas os operadores económicos cogitam que, a partir de 24 de Fevereiro, ou antes disso, mais entidades vão anunciar a redução no plafond mensal com os Visa.

No BFA, prevê-se o corte para apenas 20 mil kwanzas no limite de dinheiro a gastar nos cartões ‘Kandadu’, em 80 mil para o ‘Mangolé’ e 150 mil para o ‘Mwangolé Gold’. O BPC fez mesmo, apesar de não mencionar em quanto iria contrair o montante nos Visas.

“Em território nacional, todos os cartões poderão continuar a ser utilizados até ao limite do plafond que foi atribuído a cada cartão”, escreve o BFA, no seu portal, que arranca já com a medida no fim desta semana.

Na nota do BPC, justificam-se as alterações na utilização dos cartões de pagamentos no exterior com “condicionantes do mercado cambial”. “O BPC informa aos seus clientes e público em geral que, em função das condicionantes do mercado cambial, concernente à disponibilidade de moeda estrangeira para a cobertura das transacções resultantes da utilização dos cartões de crédito e pré-pagos de bandeira internacional, irá proceder, a partir do dia 26 de Fevereiro de 2018, ao ajuste dos limites de utilização mensal no estrangeiro dos cartões de crédito, dos seus clientes, de acordo com os programas a que estão adstritos (Gold, Classic, Corporate, Platinum)”, escreveu o banco, em nota datada de 15 de Janeiro.

 

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