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MERCADO. Moeda estrangeira vendida, no último mês, é menos da metade do total do dinheiro colocado no mercado cambial em igual período de 2017. Dos quase dois mil milhões de euros despachados em Janeiro do ano passado, banco central só vendeu, este ano, 43,3%. Comida levou maioria do dinheiro. Reservas internacionais tombam 6,64%.

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As divisas vendidas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), de 1 a 31 de Janeiro deste ano, encolheram 54,6%, comparativamente a igual período anterior, ao saírem de 1.938 milhões de euros para 837,3 milhões, de acordo com cálculos do VALOR, com base nos mapas de divisas vendidas do banco central.

Do total de divisas colocadas no mercado cambial, a grande maioria foi tomada pelo sector de ‘Bens Alimentares’, que, no período, absorveu 284,1 milhões de euros, seguido do de ‘Operações Diversas’, com um encaixe de 251,9 milhões.

Os boletins das últimas vendas de divisas de Janeiro não trazem anexadas notas explicativas sobre a redução do montante vendido, mas o Governo e o próprio banco central têm apresentado como razão a crise do preço do petróleo e a “fraca capacidade de exportação das empresas nacionais”.

“Mais divisas para o país, temos de exportar mais. Ou aquilo que exportamos tem de ter um preço mais alto. Ou temos a condição de importar menos”, destacou, por exemplo, o governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano, no início do ano, quando a equipa do Governo trouxe a debate mais um plano económico, o designadado ‘Plano de Estabilidade Macroeconómica’.

O terceiro grupo que mais dinheiro recebeu foi das “Cartas de crédito para o sector da indústria”, que levou 151,5 milhões de euros.

As ajudas familiares, viagens, saúde e educação, que integram o grupo de ‘Operações Privadas’, captaram, desses leilões de Janeiro, 58,6 milhões de euros, no mesmo grupo em que se incluem as divisas para salários com expatriados.

Já os transportes aéreos, que se queixaram recentemente de problemas com o Estado angolano por conta dos atrasos no pagamento, receberam 43,8 milhões, o quarto valor mais alto das divisas vendidas em Janeiro.

Os restantes 47,4 milhões foram repartidos pelos vários sectores, como o da saúde, energia e águas, telecomunicações e para a coberturas de operações de ministérios e organismos do Estado, este último com a fatia mais baixa do período (4,0 milhões).

Das várias sessões de venda de divisas realizadas, nenhuma faz alusão às casas de câmbios, como o VE já noticiou. O relatório de balanço de Janeiro do BNA, disponível no site a 1 de Fevereiro, confirma o cenário.

 

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