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Banco central adopta regime cambial caracterizado pela flutuação da taxa de câmbio dentro de um intervalo, com um limite máximo e um mínimo. Valores dos limites estabelecidos serão apenas de consumo interno.

Pedro Silva

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) reuniu-se hoje, em sessão extraordinária, tendo como ponto único, na agenda de trabalho, a definição dos limites mínimo e máximo da banda cambial.

Numa nota, publicada no portal da entidade, o BNA esclarece que a medida surgiu apenas após ter sido feito “uma análise do comportamento dos fundamentos macroeconómicos da economia angolana e, particularmente, da tendência decrescente das reservas internacionais e tendo presente o actual desequilíbrio entre a oferta e procura de divisas.

Entretanto, os limites da banda cambial definidos não serão do conhecimento público, segundo fez saber o administrador do BNA, Pedro Castro e Silva (na foto), em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA).

“Essa banda efectivamente já existe em resultado dessa reunião que foi organizada. Entretanto, ela vai ser para consumo interno do Banco Nacional de Angola. Não vai ser informação que será disponibilizada ao público”, referiu.

O administrador assegurou, por outro lado, que o BNA tem “bem presente” o impacto que a medida poderá sobre a economia.

“O facto de estarmos a estabelecer uma banda, indica também que temos bem presente o impacto que tem uma variação acentuada da taxa de câmbio na economia.

O que os outros países fizeram, como é o caso da Nigéria, por exemplo, foi o de deixar flutuar completamente a taxa de câmbio”, asseverou. Pedro Castro e Silva considera importante haver nesse processo “um período de transição”, antes de se avançar para uma taxa de câmbio flutuante. “Hoje ela é fixa.

Ao invés de partirmos já para uma taxa de câmbio livre, vamos ter um espaço intermédio que é o estabelecimento de uma banda cambial, visando preservar a estabilidade macroeconómica”, esclareceu o responsável, lembrando ser importante sublinhar que “a taxa de câmbio flutua, mas é determinada no mercado cambial e em leilão organizado pelo BNA onde participam os bancos comerciais licenciados para operar em Angola”.

Sobre este aspecto, em particular, o comunicado reforça que “o BNA irá organizar leilões de compra e venda de moeda estrangeira. Nesses leilões, os participantes – BNA e bancos comerciais - indicarão o preço (taxa de câmbio) para a compra ou venda de moeda estrangeira”.

A nota esclarece ainda que “a média ponderada dessas transacções será publicada no portal institucional do BNA, como a taxa de câmbio de referência.Ou seja, doravante, a taxa de câmbio passa a ser determinada pelas transacções que ocorrem, em leilão, no mercado primário”.

O BNA, segundo ainda o comunicado que vimos citando, fará a gestão do mercado cambial de modo a garantir a sustentabilidade das contas externas e a estabilidade dos preços. A próxima reunião ordinária do CPM do BNA está prevista para o próximo dia 29 do corrente mês.

Last modified on quinta, 04 janeiro 2018
 

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