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RESULTADOS. Classificação do banco angolano com maior volume de depósito sofre revés devido à fraca capacidade das autoridades em apoiar a banca comercial, considera a Moody’s.

 MG 0971

O fraco poder creditício do Governo angolano está na origem da redução, na semana passada, das classificações gerais de depósitos em moeda nacional de longo prazo do Banco Angolano de Investimentos (BAI). A agência de notação financeira Moody´s reviu as classificações de BA1 para B2, enquanto a de moeda estrangeira, também de longo prazo, passou de B2 para B3. A avaliação de risco de contrapartida para o mesmo período passou de B1 para B2.

“A redução do ‘rating’ reflecte a opinião da Moody’s de que o poder creditício do Governo está enfraquecido, o que também se traduz numa capacidade reduzida para apoiar os bancos angolanos - incluindo BAI - em momentos de stress,” disse a agência em comunicado.

A perspectiva de classificação nas avaliações de depósito de longo prazo mudou, no entanto, de negativo para “estável”, segundo a agência.

No entanto, na sua avaliação do crédito de base do BAI (baseline credit assessment, BCA, em Inglês), a Moody’s considera o perfil de crédito do banco como autónomo e acredita que permaneça “resiliente” no nível de classificação actual, “pese embora as condições de operação desafiadoras, e tendo em conta as adequadas provisões de liquidez e capital do banco.”

Por outro lado, a classificação da dívida de Angola baixou de B1 para B2 e a sua perspectiva mudou para o “estágio negativo”.

A média de estimativa de crescimento real do país ronda os 2% em 2017 e 2018, ou seja, abaixo do crescimento populacional de 3%, e longe do crescimento médio de 4,5% registados entre 2010 e 2015. As despesas orçamentais do Governo representarão “apenas” 25% do PIB nos próximos anos, muito abaixo da média de 39% registados entre 2010 e 2015.

A Moody’s acredita que o rácio da dívida governamental chegue a 54% do PIB até 2018 (dois anos mais tarde do que o previsto), e antecipa uma desvalorização da moeda nacional para 200 kwanzas contra um dólar.

Eurobond em risco?

Os números voltam a limitar as possibilidades do curso a tomar pelas autoridades e perigam os planos traçados, sendo um deles o lançamento de novos Eurobonds.

Em Agosto último, o Ministério das Finanças anunciou estar em negociações com bancos internacionais para a colocação de Eurobonds no valor de dois mil milhões de dólares em mercados internacionais, segundo um decreto assinado pelo então Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

As negociações estavam ainda na fase inicial e o departamento ministerial chefiado por Archer Mangueira havia desmentido a informação sobre o seu desejo de trabalhar com o banco russo VTB África. A concretizar-se, seria o maior Eurobond colocado por um país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A justificação da necessidade abarcava “vários objectivos estratégicos, nomeadamente o alargamento do perfil creditício e a criação de um preço de referência para agentes nacionais”, segundo a Moody´s.

Analistas locais e internacionais concordam que a colocação de novo Eurobond (a juntar-se aos 1,5 mil milhões USD emitidos anteriormente) ainda é possível, apesar das condições adversas. Só que ficará mais caro.

Projecta-se este cenário numa altura em que está a caminho de Luanda uma “equipa de reconhecimento” do FMI, que deverá preparar a visita de uma missão do organismo em Novembro. O Governo já admitiu a possibilidade de o plano não se cingir apenas uma assistência técnica, mas também financeira. Economistas apontam a organização de Bretton Woods como a saída para a presente situação.

 

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