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RESULTADOS. CEO da entidade bancária antevê um balanço com quedas marginais nos lucros por culpa do malparado que deve “exigir maiores esforços” e um impacto nos resultados do banco até finais de Dezembro. Também ficam ‘pendurados’ planos de abertura de novas agências devido à crise financeira.

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O Banco Regional do Keve (BRK) deverá fechar o exercício financeiro deste ano com um recuo “ligeiro” nos resultados líquidos, devido à necessidade de um nível de provisão superior para compensar o crédito malparado da entidade, revelou ao VALOR o presidente da comissão executiva da instituição bancária, Arlindo das Chagas Rangel.

De acordo com o gestor do banco, que falava à margem da 12.ª edição do fórum ‘Banca em Análise, espera-se um impacto nos resultados com a aplicação de fundos para cobrir o malparado, cujo nível não precisou, mas que “estão em linha com os do sistema bancário nacional”.

“Os [nossos] resultados devem andar mais ou menos em linha com os do ano passado, não deve variar muito. Inclusive deve reduzir ligeiramente”, admitiu Arlindo Rangel, apontando para o malparado.

Na mensagem conjunta dos presidentes do conselho de administração e da comissão executiva do banco, Rui Eduardo Leão da Costa Campos e Arlindo das Chagas Rangel, respectivamente, que acompanha o balanço do ano passado, a entidade reconhece ter havido um crescimento substancial das ‘provisões para crédito e garantias prestadas’ em 154%, fixando-se em 8.083 milhões de kwanzas, “mediante um inusitado reforço das dotações para provisões em 7.742 milhões de kwanzas”.

É também nesta rubrica que, aliás, no ano passado, os peritos auditores da Deloitte já haviam colocado reservas às contas do banco, por este não se encontrar, no período, a cumprir adequadamente, com todos os requisitos previstos nos avisos n.º11/2014 e n.º12/2014 e no instrutivo n.º 9/2015, do Banco Nacional de Angola, relativamente à classificação de risco das operações de crédito e consequente apuramento das provisões, incluindo em operações de crédito concedido a entidades relacionadas, conforme a nota do auditor a que o VALOR teve acesso.

Segundo a Deloitte, os esforços evidenciados pela instituição financeira nos anos 2016 e 2015 nos montantes líquidos de 6.926.040 milhões de kwanzas e 2.858.444 milhões, respectivamente, “atendendo às deficiências indicadas” (o não cumprimento das normas do regulador), e às conclusões que foram possível obter da análise específica pelo auditor da carteira de crédito concedido, dos juros de crédito nas demonstrações de resultados e dos “outros valores” a receber, eram insuficientes para cobrir qualquer riscos a que se destinavam e às perdas estimadas.

RESERVA NÃO TRAVA LUCROS

Apesar das reservas da Deloitte, o banco gerido por Arlindo Rangel fechou 2016 com resultados positivos a ultrapassar os 200%, precisamente 203%, que colocou os lucros nos 2.488,7 milhões de kwanzas.

O CEO do Keve justificou o crescimento do ano passado com o desempenho financeiro do banco e o rigor nas despesas, além de outras melhorias nos rácios de eficiência. No ano passado, o Banco Keve “teve um rigor maior nas suas despesas, melhorou a qualidade da despesa. Também houve uma melhoria no rácio de eficiência e a outra vertente foi o crescimento de mais de 50% na componente dos resultados da parte financeira”, explicou o gestor.

Ao avaliar o desempenho do sector, que fechou 2016 com resultado líquido a crescer 55% para 174.019 milhões de kwanzas, Arlindo Rangel justificou com a desvalorização assistida no início do ano passado, o que influenciou nos resultados do sistema. “O que esteve na base deste crescimento, no ano passado, basicamente foi a desvalorização que existiu na transição de 2015 para 2016. Teve um impacto grande sobre a carteira dos bancos. Da nossa análise é esse o grande efeito”, comentou o gestor.

 

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