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SEGUROS. Conselho de administração antevê manutenção nas taxas de crescimento da maior operadora de seguros do país, seja nos lucros, seja na facturação anual, face aos anos anteriores, por força da não “alteração significativa” nos rácios deste ano. A maior seguradora nacional quer continuar a liderar no mercado nacional.

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A Empresa Nacional de Seguro de Angola (ENSA) prevê que, até 31 de Dezembro, os seus resultados não devam ir além das margens alcançadas nos anos passados, por não ter havido “alterações muito significativas” nos indicadores económicos da empresa este ano, revelou ao VALOR o presidente do seu conselho de administração, Manuel Gonçalves.

De acordo com o gestor número um da maior empresa de seguros de Angola, os resultados deste ano – que, para já, não devem sair dos 44% conseguidos no ano passado – deverão ter origem nos vários investimentos já realizados pela entidade até à data e os que ainda podem ser aplicados até fechar 2017.

“Ao longo do ano, continuámos a criar novos produtos, adaptados às necessidades das pessoas, tal como continuámos a procurar realizar um serviço de excelência, com vista à fidelização dos nossos clientes e à captação de novos clientes. E esta é a fonte das nossas receitas, que faz com que seja previsível a manutenção das nossas taxas de crescimento médias dos últimos anos”, disse o gestor, para quem a ambição continuará ter a ENSA a liderar o sector segurador angolano.

Até Dezembro do ano passado, a também maior operadora de seguros de Angola teve um resultado líquido de 1.013 milhões de kwanzas, representando uma evolução de 44% face às margens recolhidas em igual período anterior, quando os lucros não foram além dos 705 milhões de kwanzas.

“O elevado dinamismo e os sólidos resultados evidenciados traduzem-se num reforço significativo da solidez financeira da companhia”, sublinha a operadora, detida em 100% pelo Estado.

Do balanço de 2016, a entidade dá destaque ao aumento de 11% no valor de prémios emitidos, atingido um valor total de 47,6 mil milhões de kwanzas, crescimento “proporcionado principalmente pelos produtos de saúde, acidentes de trabalho, petroquímica e responsabilidade civil”.

A justificar os lucros do ano passado estão ainda os fundos de pensões, cujo valor sobre a gestão aumentou 20%, totalizando 28 mil milhões de kwanzas, tornando-se, assim, num dos maiores players do mercado.

Estes indicadores dão segurança ao gestor da ENSA que o ano acabe nos mesmos patamares dos anos anteriores, já que, segundo o próprio, não houve alterações significativas nos principais indicadores económicos da entidade, ainda que estejam a faltar menos de três meses para fechar 2017.

“Esperamos vir a ter as mesmas taxas de crescimento que se têm verificado nos últimos anos. Os pressupostos são basicamente os mesmos do ponto de vista económico. Não houve alterações muito significativas relativamente ao ano anterior. Há um esforço de adaptação do mercado cada vez maior que nós temos estado a realizar. E esperamos que, com isso, manter as mesmas taxas de crescimento”, projectou Manuel Gonçalves, gestor principal da mais antiga operadora de seguros do país.

CAMPANHAS VÃO CONTINUAR

A estratégia de captação de novos clientes da entidade vai passar a integrar palestras de esclarecimentos sobre a importância dos seguros, aliás, como já faz a companhia com o novo produto ‘ENSA-motociclos’.

“Acabámos de lançar o produto ENSA-Motociclos, uma campanha que já começou. Temos estado a realizar palestras nos diversos municípios mais populosos da cidade de Luanda, igualmente palestras de esclarecimento nas 18 províncias do país, relativamente a esta campanha, com o firme propósito de esclarecer as pessoas sobre a necessidade de fazer seguros relativamente à condução automóvel, a todos os meios que circulam pelas estradas, que são fontes de riscos, nomeadamente automóveis e motociclos”, lembrou o PCA da ENSA, sublinhando que o mesmo exercício já tinha sido feito no ano passado.

ENSA EM NÚMEROS

De Janeiro a Dezembro do ano passado, os activos da ENSA saíram de 90.951 milhões de kwanzas, em 2015, para 98.433 milhões, um avanço de 8,2%. Já o passivo da entidade andou dos 61.752 milhões de kwanzas para 61.770 milhões.

O capital próprio da entidade está agora avaliado nos 36.663 milhões de kwanzas, um salto de 26,5% quando comparado às disponibilidades de igual período anterior, contabilizada em 28.976 milhões.

 

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