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MERCADO CAMBIAL. Último leilão de moeda estrangeira do banco central colocou, no mercado cambial, a pior soma das últimas 10 semanas. O dinheiro vendido para cinco operações “prioritárias” é quase três vezes mais baixo do que a colocação da sessão anterior. A autoridade monetária não justifica a queda de 62%.

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O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu, na semana de 11 a 15 de Setembro, apenas 52,7 milhões de euros, a pior marca de colocação de divisas ao mercado de câmbio, quando comparada às anteriores saídas das últimas 10 sessões do rateio, de acordo com os vários relatórios do mercado monetário e cambial, disponíveis no site do organismo.

Compilados pelo VALOR, os 10 relatórios do mercado monetário e cambial não carregam as notas explicativas nem observações sobre a redução em mais de 60% do valor das divisas colocadas no último leilão, face à colocação da semana anterior, o período de 4 de Setembro a 8 de Setembro, que vendeu 138,6 milhões de euros.

Contando com o facto de que parte substancial das divisas que entram em Luanda têm origem na exportação de petróleo, a baixa disponibilização de divisas no mercado pode estar relacionada com a quebra de quase 6% na receita com a venda do ouro negro, dos anteriores 124.190 milhões de kwanzas para os actuais 116.899 milhões, no período entre Junho e Julho, de acordo com dados do Ministério das Finanças, a que o VALOR teve acesso.

Aliás, é esta a justificação que o banco central e o Governo dão desde que iniciaram as vendas segmentadas. “As vendas direccionadas de divisas aos bancos, resultam da necessidade de o BNA assumir a responsabilidade de intervenção no mercado, para satisfazer as operações definidas como prioritárias pelo executivo, num contexto de diminuição das disponibilidades cambiais [devido à baixa do preço do petróleo](…)”, explica o banco central, num relatório monetário e cambial.

Desde o início do segundo semestre, o banco central já colocou, por via dos leilões de preços, perto de dois mil milhões de euros, precisamente 1.933,1 milhões, para operações diversas classificadas por “prioritárias” pelo regulador, devido à escassez de moeda estrangeira.

Do total já vendido, a maior parte foi libertada no leilão da semana de 31 de Julho a 4 de Agosto, com Valter Filipe a autorizar vendas perto dos 400 milhões de euros, exactamente 399,8 milhões, destinados a cobrir sete operações prioritárias, desde cartas de créditos, com 52,6 milhões, operações com as companhias aéreas, com 32,3 milhões, e mais 27,7 milhões para o que se classificou “operações de diversos sectores”.

O maior valor vendido nas últimas 10 sessões cobriu ainda operações de cartões de crédito, com um encaixe de 10,5 milhões de euros, as reposições cambiais, com 9,6 milhões, além da cobertura de operações com o sector das telecomunicações e viagens, Saúde e Educação, a encaixar, no conjunto, 18 milhões.

Casas de câmbio incluídas

Do mesmo leilão, não faltaram vendas para as casas de câmbio, que, até há pouco menos de um ano, se queixavam de “exclusão” na lista das entidades elegíveis para os leilões do BNA. Aliás, as casas de câmbio constam da lista dos quase 20 sectores seleccionados pelo regulador no grupo de prioridades.

O banco central elegeu as operações com a reposição cambial, mercadorias diversas, bens alimentares e prestação de serviço ao sector petrolífero como operações de carácter prioritário, num grupo que também entram o resseguro, telecomunicações, viagens, educação e ajudas familiares e operadoras de remessas.

As companhias aéreas, cartas de créditos, organismo do Estado, salários para expatriados, matérias-primas e os reembolsos com garantias do Estado, outros serviços diversos e operações com as casas de câmbio fecham a lista das prioridades.

Desta última venda, as casas de câmbio participaram em cinco, absorvendo um total de divisas de 45,2 milhões de euros, vendas que recolocam o sector no mapa de rateio de divisas.

 

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