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BALANÇO. Relatório do BNA sobre estabilidade financeira dos primeiros seis meses do ano passado conclui que, devido à conjuntura económica, angolanos no estrangeiro ou em viagem estão a comprar menos do que faziam em igual período de 2015. Portugal continua a ser o país onde mais se gasta com cartão ‘Visa’ e ‘Mastercard’.

Abanc e BNAF

O uso dos cartões domésticos de pagamentos no estrangeiro caiu 72% no primeiro semestre do ano passado, face a igual período anterior, além da queda de 65% com o dinheiro aplicado nas operações, de acordo com o relatório de estabilidade financeira do Banco Nacional de Angola (BNA), relativo ao primeiro semestre de 2016.

A contribuir estão as dificuldades do país no acesso à moeda estrangeira, explicadas também pela redução dos preços do barril de petróleo no mercado internacional, desde Junho de 2014, e pelas restrições da banca norte-americana no relacionamento com o sistema financeiro nacional.

No relatório do banco central, Portugal aparece como o primeiro país em que os angolanos usaram o maior número de cartões, seja por viagens de turismo, negócios, ou tratamentos médicos, assim como para pagamentos de prestação de serviços de vária ordem, seguido pela China e a África do Sul. Já no dinheiro aplicado, Portugal, o principal vendedor de mercadorias a Angola, continua na liderança de um ‘ranking’, seguido pelos Emirados Árabes Unidos e a China, embora o relatório não precise quanto, em valores líquidos, os três países taransaccionaram no período.

“No período em análise, o número de operações com cartões domésticos de marca internacional no estrangeiro reduziu 72% comparativamente ao período homólogo de 2015, igualmente o montante de operações registou uma redução de 65%. A redução verificada é justificada pelas restrições cambiais da conjuntura actual”, atesta o documento, que balanceia a actividade do sistema bancários nacional no primeiro semestre de 2016.

O relatório do banco central sublinha que, até ao final de 2015, o cartão com maior utilização em termos de número [quantidade] era o pré-pago, tendo sido “preterido pelo cartão de crédito devido às restrições impostas pelos bancos emissores”. Assim, o cartão de crédito passou a liderar a utilização de cartões de marca internacional representando 48% e 69% em termos de número e montante, respectivamente, atestam os peritos do BNA, na página 45, no relatório de 102 páginas.

DIVISAS CAÍRAM QUASE METADE

De acordo com o documento, o volume de venda de divisas ao mercado no primeiro semestre de 2016 foi de 4.891,0 milhões de dólares, dos quais 3.909,0 milhões em mercado primário e 982,0 milhões em mercado secundário (às famílias e empresas), uma diminuição no volume da colocação de moeda estrangeira ao mercado de cerca de 46,86%, comparativamente a igual período anterior de 2015.

A entidade liderada por Valter Filipe justifica com o facto de, ao longo do primeiro semestre do ano passado, se ter observado a “diminuição da disponibilidade de divisas, resultante da forte quebra das receitas provenientes da exportação de petróleo, influenciando os factores inerentes aos ciclos de importação de bens e serviços petrolífero e, igualmente, pela observância de um maior rigor regulamentar na execução operacional dos pagamentos ao exterior, assegurando-se, por essa via, maior eficiência e equilibro na utilização dos recursos cambiais do país”.

DINHEIRO LÁ FORA

Já o volume de operações executadas com o exterior, foi avaliada, segundo a contabilidade do banco central, no montante de 4.860,2 milhões de dólares, dando origem a uma diminuição de 71,23% comparativamente ao período homólogo de 2015, cujo volume foi de 11.346,0 milhões de dólares. 

 

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