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OPERAÇÕES CAMBIAIS. Apesar da escassez de divisas, bancos conseguem resultados positivos com operações que envolvem a transacção de moeda externa.

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Os bancos comerciais têm conseguido contornar a crise de escassez de divisas e manter as operações cambiais entre as principais rubricas de negócio com registo, inclusive, de crescimento.

Fazendo recurso aos relatórios e contas de três das instituições bancárias do ‘Top 5’ (o BMA e o BPC não têm os relatórios disponíveis nas páginas de internet), referente ao exercício de 2016, o VE conclui que a rubrica ‘operações cambiais’ é a segunda maior em termos de volume de negócio no que ao Produto da Actividade Bancária diz respeito.

No BFA, por exemplo, apenas a margem financeira, com 67,2 mil milhões kwanzas, superou as operações cambiais que reclamaram 18,3% dos 96,6 mil milhões de kwanzas referentes aos resultados da ‘actividade bancária’. Em causa, está um crescimento de 10,6%, passando de 16 mil milhões para cerca de 17,7 mil milhões de kwanzas, apesar da quebra registada nos resultados provenientes do negócio da compra e venda de moeda estrangeira que passou de 9,2 mil milhões para 8,3 mil milhões de kwanzas.

A redução foi compensada pelo crescimento de cerca de 37% da ‘variação cambial em activos e passivos denominados em moeda estrangeira’ que passou de 6,8 mil milhões para 9,3 mil milhões de kwanzas. Com o referido crescimento, o BFA mantém a tendência de crescimento nos resultados das operações cambiais dos últimos anos depois de 12,8 e 13,7 mil milhões de kwanzas, registrados em 2013 e 2014, respectivamente. No BIC, as operações cambiais também são a segunda maior rubrica em termos de negócio no que à actividade bancária diz respeito. Superadas apenas pelos resultados dos juros (Juros de Títulos e Valores Mobiliárias com 42,1 mil milhões kwanzas e os Juros de Crédito com 37,6 mil milhões), as operações cambiais cifraram-se em cerca de 26,8 mil milhões de kwanzas, representando cerca de 30,2% do produto da actividade bancária.

Comparativamente ao período homólogo, a rubrica registou um crescimento de cerca de 2,6%, desde os 26,1 mil milhões de kwanzas. Mas, se comparadas aos dois anos anteriores, nota-se um crescimento considerável face aos 4,8 mil milhões de 2014 e aos 7,1 mil milhões de 2013. Destaca-se ainda uma alteração no contributo das operações cambiais nos resultados do ‘produto da actividade bancária’. Em 2014, por exemplo, representava 12% do resultado da actividade bancária e era o quarto produto em termos de valor, superado pelos resultados da ‘negociações e ajuste de valor justo’ e também pelos resultados das ‘prestações financeiras de serviços financeiros’.

No leque dos cinco maiores bancos com os relatórios disponíveis, o BAI é o único que registou quebra nos resultados das operações cambiais, no caso de 8,8%, passando de 19,5 para 17,8 mil milhões de kwanzas. A instituição justifica a quebra com “a redução do volume total de venda de moeda estrangeira em 12% em termos de USD e o aumento do ‘spread’ cambial médio”. No BAI interrompe-se, desta feita, a tendência crescente dos resultados das operações cambiais dos últimos anos, depois de um crescimento de cerca de 7% entre 2013 e 2014 (passando de 12,8 para 13,7 mil milhões de kwanzas) e ainda o crescimento de 42% entre 2014 e 2015. No entanto, tal como no BIC e no BFA, os resultados das operações cambiais é o segundo maior em termos de volume, representando cerca de 19% do ‘produto da actividade bancária’.Uma redução de cerca de sete pontos percentuais quando comparada com aos cerca de 27% que representava em 2015.

Quanto ao acesso às divisas, qualquer um dos três bancos registou quebra nas compras como resultado da redução do equivalente em dólares de seis mil milhões para 11.080 milhões nas vendas do BNA para os bancos comerciais. O BFA, por exemplo, comprou um total, equivalente em dólares, a 1,8 mil milhões, registando uma redução de cerca de 44% face aos 3,2 mil milhões de 2015. Do valor adquirido no mercado primário, o BFA registou uma redução de 48%, passando de 405 para o equivalente a 353 milhões de dólares.

Em recentes declarações ao VE, Hugo Teles, do BIC, adiantou um pormenor que pode explicar os resultados positivos das operações cambiais apesar da redução das divisas. Referiu que os bancos optaram em “aumentar as margens nas operações cambiais” para combater a falta de rentabilidade derivada de situações como o aumento da taxa Luibor que impossibilita o negócio do crédito ou mesmo a escassez de divisas que impossibilita mais rendimentos com as comissões. No entanto, na ocasião, o bancário apelou para a necessidade de os bancos não fazerem das operações cambiais o negócio nuclear.

 

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