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BANCA. Instituição criada para recuperar empréstimos em incumprimento do BPC e outros bancos ameaça hipotecar todas as garantias apresentadas pelos clientes caso as dívidas se mostrem irrecuperáveis. O CEO da entidade promete ‘ajudar’casos com possibilidade de recuperação acima de 0%, mas descarta “perdão de dívida”.

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As famílias e as empresas que tenham contraído empréstimos nos vários bancos comerciais, sobretudo no BPC, BDA e BCI, cujo financiamento não tenha gerado activo económico, correm o risco de perdem os bens que apresentaram como garantias no acto do contrato, anunciou o presidente da Recredit, Vicente Leitão.

De acordo com o responsável da empresa criada inicialmente para gerir os ‘activos tóxicos’ dos bancos públicos, o mecanismo será aplicado caso se prove ou se conclua que o dinheiro tomado pelo cliente seja irrecuperável, ou quando se tiverem esgotados todos os mecanismos de recuperação do crédito.

“Para os créditos que não tenham gerado valor económico, nós vamos executar as garantias. Aqui não há perdão de dívida”, determinou Vicente Leitão, em resposta a uma insistência do VALOR, num ‘pequeno almoço’ promovido pela Recredit com vista a explicar o objecto de actuação e a natureza de constituição do organismo.

Constituída pelo Estado com uma capitalização equivalente em dólar a dois mil milhões, a Recredit definiu, como estratégia inicial, a negociação da dívida junto dos bancos ou particulares individuais com os quais tenha acordo de compra do malparado, desde o valor em dívida e as modalidades de liquidação.

O conselho de administração desta nova sociedade anónima, detida a 100% pelo Estado, assegura que o mecanismo de execução de garantias não é a única via para solucionar o malparado, pelo que elenca outros passos a serem dados na resolução das dívidas. Para o caso dos empréstimos que tenham gerado valor contabilístico ou activo económico, a entidade vai entrar, inicialmente, pelo diálogo com as instituições financeiras bancárias ou com o cliente individual, transferindo, depois, as responsabilidades à Recredit. Ou seja, o cliente passa a estar desobrigado junto do banco e ‘amarra-se’ com a Recredit, que passa a cobrar a dívida. “Nós, a Recredit, compramos o crédito [aos bancos ou aos clientes individuais]. Avaliamos o crédito, fazendo a sua analise, em termos económicos, em termos jurídicos e em termos de garantias. Negociamos com o banco, acorda-se o valor da compra e o crédito é transferido para o âmbito da nossa empresa”, explicou o seu presidente Vicente Leitão.

Dívida é para pagar

Após transferência das responsabilidades do banco à Recredit, a nova entidade cobradora de dívidas deverá falar individualmente com clientes particulares e empresariais, no sentido de se encontrar as saídas para a liquidação dos encargos anteriormente contraídos, reforçando que não haverá perdão de dívida. Depois disto, “vamos, junto dos devedores e discutimos os processos, que eles entendem como os mais adequados para cumprir as suas obrigações, porque o papel de mutuário/devedor mantém-se. Esta qualidade mantém-se de forma contínua”, assegurou o número um da primeira entidade que tem, por objecto, a gestão dos activos financeiros irregulares dos bancos comerciais angolanos. Vicente Leitão sublinhou que, apesar de só estar a marcar os primeiros passos, a entidade está já a trabalhar com casos mais objectivos, consubstanciados na aquisição de activos de alguns bancos [que podem ser seis], que ficaram inviabilizados por várias razões, desde a falta de capital, má gestão ou por inconveniência do actual quadro económico do país.

“Existem activos associados a cada processo [dívidas], para além das garantias. E também é muito corrente e usual que esses activos adquiridos estejam bloqueados. Ou porque o dinheiro não foi suficiente, ou porque foi mal gerido, mal aplicado. Existem várias razões que podem levar a que o objecto da contracção do financiamento esteja bloqueado”, defendeu o gestor, ao introduzir as vantagens da criação da Recredit, para clientes em situação de dívida em situação irregular.

Activos recuperados

A Recredit garante que, para activos que tenham gerado valor, se vão encontrar soluções diversas. A localização de parceiros económicos, “que tragam capital”, é uma das vias, além de que a própria entidade pode vir a financiar a parte que esteve em falta para a conclusão do investimento. Soluções a serem aplicadas de forma a reintroduzir os activos no processo económico, segundo garantiu a sua administração.

 

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