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BANCA. Entre razões para a retracção do crédito, Hugo Teles destaca a evolução da taxa Luibor dos 9% para os 24%.

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O nível de solicitação de crédito ao banco BIC, fora do Programa Angola Investe, registou uma redução de cerca de 85%, nos últimos anos, como resultado do alto custo do financiamento bancário, revelou, ao VALOR, o administrador executivo da instituição, Hugo Teles.

“Diminuiu drasticamente. Em relação às solicitações fora do abrigo do Angola Investe, registamos uma quebra de quase 85%. Nós já tivemos conselhos de créditos que demoravam três horas e, neste momento, podemos ter com menos de uma hora. Há muito poucas operações”, explicou em entrevista a ser publicada, integralmente, na próxima edição.

Teles apontou, como principais razões para a retracção das solicitações e da maior cautela por parte dos bancos na cedência de empréstimos, o aumento do custo do crédito como resultado da revisão em alta da taxa Luibor, que passou de 9% para 24%.

“Sobre isto os bancos ainda têm que pôr a sua margem, o que significa que as taxas de crédito estarão entre os 27% e 29%. Ninguém tem condições para pagar créditos nestas condições”, argumentou. Hugo Teles faz recurso a estimativas para mostrar como seria difícil um empresário do sector do comércio pagar um crédito nas actuais condições. “Numa situação normal, um empresário no comércio ganha entre 35 e 40%.

Se pagar 30% pelo crédito, o que é que ele ganha? Ou seja, financia-se junto do banco para ganhar 35%, mas 30% vai pagar ao banco. Vai ficar com cerca de 5%, ou seja, quase que não ganha nada. O que é que está a acontecer? Toda a gente está a retrair-se de solicitar créditos. Logicamente que os bancos gostariam de conceder, mas, se não há solicitações, é mais difícil.”

Nesta ordem, o bancário apela no sentido de os empresários investirem em projectos no âmbito do Angola Investe, face “às vantagens que o mesmo proporciona no que diz respeito ao acesso ao crédito”. Teles estimou em mais de 300 milhões de dólares o desembolso do banco no âmbito do programa e garantiu que o valor seria superior se muitos dos projectos não fossem rejeitados por falta de fiabilidade.

“Não quer dizer que deixamos de analisar os processos com rigor pelo facto de haver uma entidade que assegura uma parte do financiamento, pelo contrário, todos os projectos do Angola Investe que consideramos fiáveis estamos a apoiar.”

Entre outros temas, Hugo Teles falou também de como o banco tem gerido as poucas divisas que adquire junto do Banco Nacional de Angola face à crise cambial.

A propósito, estimou em mais de 50% a redução das necessidades de divisas do BIC para atender às solicitações de pagamento de salários dos trabalhadores expatriados. Referiu-se também ao investimento que a instituição tem feito para adequar o seu sistema de segurança às normais internacionais. ____________________________________________________________________________________________

 

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