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REESTRUTURAÇÃO. Entre queixas mais comuns dos clientes do BPC destacam-se enchentes e alegados casos de corrupção envolvendo funcionários que exigem 10% de ‘comissão’ para ‘agilização’ de empréstimos.

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O conselho de administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC) promete voltar a colocar a instituição em “funcionamento normal” até Dezembro deste ano.

Falando a jornalistas no marco dos 100 dias desde que tomou posse, Ricardo Viegas d’Abreu, presidente do BPC, declarou que tem solicitado “empenho” aos colaboradores e quadros seniores, referindo que o banco “não pode deixar de dar respostas às solicitações dos clientes”.

Caracterizando o estado da instituição como “desafiante”, Abreu confessou que o banco está “a andar muito lentamente, para não dizer parado”.

Entre as queixas dos clientes contra o BPC, o maior banco do mercado em termos de infra-estruturas e em crédito, destacam-se as enchentes nos balcões, especialmente no princípio e no fim dos meses; a rejeição dos cartões multicaixa, além de actos de corrupção envolvendo funcionários que, geralmente, exigem 10% de ‘comissão’, em troca de ‘agilização’ de empréstimos. Sobre a polémica lista divulgada nas redes sociais de clientes do banco em alegado incumprimento de centenas de milhões de dólares, Abreu negou que os montantes correspondam às dividas ao banco e reafirmou a “ilegalidade” da divulgação da informação.

 O crédito malparado do BPC está calculado em cerca de 500 mil milhões de kwanzas, o que corresponde a aproximadamente 80% do total do malparado dos 29 bancos a operar no mercado que, segundo o governador do BNA, Valter Filipe, está na ordem dos 631 mil milhões de kwanzas.

A administração do banco anunciou, no entanto, que parte da ‘salvação’ do BPC virá do Recredit, agência estatal criada para comprar o mau crédito dos bancos, públicos e privados. As negociações com o BPC já iniciaram, depois da emissão da dívida pública no valor de 231 mil milhões de kwanzas, em Dezembro de 2016, a favor da Recredit.

O restante do malparado caberá ao BPC os esforços para recuperá-lo, mas Ricardo d’Abreu já se antecipou que “a recuperação do crédito não depende, muitas vezes, nem da vontade e empenho do próprio agente económico, nem da vontade e esforço do banco na perseguição desse objectivo”.

Está “depende também, muitas vezes, do processo da retoma económica. A economia tem de voltar a crescer para que as empresas também possam voltar a crescer e para que se consiga recuperar”, defendeu, ao mesmo tempo que observou que o banco também terá dificuldades em recuperar dinheiro nos casos em que houve “maus julgamentos, mau enquadramento do crédito no tempo e no espaço” e noutros em que “as opções de investimentos possam ter sido mal avaliadas” no momento. “Os mesmos criam-nos dificuldades. Teremos dificuldades na recuperação”, antevê Abreu que, ainda assim, se mostrou “optimista”, declarando, sem precisar, que “há carteira de crédito para recuperar”.

O banco possui um rácio de transformação de 118%, número considerado “grande”, pelo que deve ser baixado para os 70%, num horizonte temporal não especificado. Em relação à concessão de novos créditos, a administração afirmou que estão a “aprimorar” responsabilidades, dando a entender que se instalem mais mecanismos de ‘checks and balances’, em termos de autorizações e volumes.

Como objectivo de longo prazo, o banco sonha atingir o estágio de um kwanza emprestado, um kwanza devolvido.

Last modified on segunda, 17 julho 2017
 

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